Apocalipse 17: As Vestes da Mulher

Apocalipse 17:4

E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição.

A aparência da mulher é um retrato da realeza, pois ela está vestida com roupas de cor purpúrea escarlate. A realeza usava vestes dessas cores, como os membros do senado romano, dignitários e das pessoas ricas. A púrpura era extraída de um crustáceo ou da raiz de uma planta eurasiana chamada “garança”, e era considerado um produto de preço muito elevado. De modo semelhante, a escarlate era de uma produção muito dispendiosa.

Além das vestes, a prostituta se adornava com joias de ouro para realçar o fulgor de sua aparência; inclusive fios de ouro eram entretecidos nos artigos de sua roupa. Usava também pedras preciosas, diamantes e outras joias, bem como pérolas valiosas. Note que se faz à mesma descrição da grande cidade (18.16). Seu exterior revela semelhança com a prostituta, que se adorna com roupas finas e joias valiosas com o fim de seduzir seus amantes (Jr 4.30; ver também 2.20; 3.7-8; Ez 23.2,3). A paródia da esposa do Cordeiro é evidente, pois a noiva do Senhor se veste esplendidamente para seu esposo (Ap 21.2).

Uma paródia sempre revela seu lado feio, pois a prostituta segura na mão um cálice de ouro que propicia o aspecto externo das riquezas, mas o interior do cálice de ouro exibe corrupção. Teríamos esperado que esse dispendioso cálice contivesse uma bebida deliciosa, mas em vez disso está cheio de abominações e da impureza da fornicação da prostituta. A palavra abominação denota os objetos e práticas que são profundamente ofensivos a Deus. Entre outros, incluem o culto aos ídolos (Dt 27.15); o salário de prostituição (Dt 23.18); ato homossexual e perversão sexual (Lv 18.22; 20.13); feitiçaria, encantamento e adivinhação (Dt 18.10,11). O cálice de ouro está cheio de idolatria com o intuito de desrespeitar e provocar a Deus. O cálice de ouro propriamente dito está guardado para as pessoas em geral, as quais estão sendo seduzidas para que bebam seu conteúdo. Quando obedecem, sofrem resultados catastróficos, vindo a ser vítimas de pornografia, jogos, extravagâncias, poder e se apegam à posição de celebridade. A grande prostituta ocupa uma posição central e uma cultura anticristã.

A expressão cálice de ouro é uma alusão a Jeremias 51.7: “A Babilônia era um copo de ouro na mão do SENHOR, o qual embriagava a toda a terra”. O versículo seguinte (51.8) prediz: “Repentinamente, caiu Babilônia e ficou arruinada”. Babilônia é outro nome para a grande prostituta que seduz o mundo para que a siga, e, consequentemente, merece a ira de Deus.

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