Apocalipse 17: Os Dez Reis

Apocalipse 17:12 – Os Dez Reis

Os dez reis são realmente os poderosos desta terra em cada domínio: arte, educação, indústria, governo, etc., à medida que servem à autoridade central. Seu objetivo é a autoglorificação em oposição a Cristo. Para alcançar esse objetivo eles estão dispostos a dar poder e autoridade à besta. Eles reinam com a besta por apenas “uma hora”. Cada governo do mundo tem seus satélites, e estes, de modo geral, duram, também, apenas “uma hora”. Todos os “chifres-reis” têm um propósito, isto é, apoiar a besta no conflito com Cristo e sua Igreja. O seu propósito unâ­nime é declarado no verso 14. Esse verso, como já foi mencio­nado, declara o tema da totalidade do livro: “Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele”.

Ao longo da História, principalmente através desta dispensação, o Cordeiro constantemente derrota e derrotará cada forma de domínio anticristão. Todo reino do anticristo perece. Isso será especialmente evidente quando o Cordeiro esmagar o poder do último grande anticristo ao término da História do mundo (cfe. Ap 11.11; 16.14ss.; 19.llss.; 2Ts 2.8). Por um mo­mento pode parecer que as forças do anticristo tenham levado a melhor (Ap 11.7; 13.7). Mas quando o anticristo parecer com­pletamente vitorioso, sua ruína será eminente! Cristo sempre se revela como o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Dt 10.17) e os crentes são vitoriosos com Cristo. Eles são chamados pela graça irresistível de Deus (1Pe 2.9; Rm 8.30). Esse chamado “interior” prova o fato de que foram escolhidos para a salvação e para a vitória desde a eternidade (Ef 1.4). Sobretudo, sua pró­pria lealdade e fidelidade a Cristo fornecem evidências de que são, na verdade, filhos de Deus (cf. Ap 1.5; 2.10, etc.; para en­tender 17.15 ver 13.1). Evidentemente, João viu um tipo de lago no deserto. Nesse lago ele viu a besta e sobre a besta, a mulher. As águas desse lago simbolizam as nações emergentes, povos, etc. deste mundo que, constantemente, se opõem à Igreja e a perseguem (cf. Jr 51.13).

Por um pouco tudo parece correr bem: o mundo em geral e, especialmente, os mais poderosos dele se comprometem com a grande meretriz. Eles conduzem a mulher: acolhem totalmen­te suas ilusões e enganos, sua cultura anticristã. Apegam-se às luxúrias do mundo. Agradam-se imensamente da “concupiscên­cia da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. No final (versos 15,16), porém, esse mesmo povo que constitui o “mundo anticristao” se volta contra a meretriz. Pessoas do mundo, incluindo também os poderosos da terra – os dez chi­fres – acabarão odiando a meretriz; eles arrancarão suas vestes e a despojarão de seus ornamentos extravagantemente bonitos e caros; devorarão sua carne; e a farão arder num incêndio.

O significado é que virá um tempo quando as pessoas do mundo – que com seus governos anticristãos constituem “a besta” e que estão enfeitiçados com a “meretriz”, isto é, a sedução deste mundo, seus prazeres e ilusões, sua cultura e luxúria – verão quão tolas elas têm sido. Mas, então, será muito tarde. Assim, por exemplo, Judas Iscariotes, que bebeu da taça dourada – Mamom foi seu ouro – e por um momento considerou as trinta peças tão encantadoras, finalmente experimentou uma revolta de sentimentos e lançou de volta o dinheiro ante os sacerdotes e anciãos, e, depois, enforcou-se (Mt 27.3ss.; At 1.18). Os prazeres do pecado sempre desapontam no final. Garotas tolas podem admirar o profeta velado; mas, uma vez que o véu é retirado, e elas veem sua feição odiosa, enchem-se de desespero. Deus mesmo, finalmente, endurece o coração daqueles que se endure­ceram contra suas repetidas advertências (verso 17). Apocalipse 17.16, 17 é uma lição para o cotidiano. Revela o caminho das pessoas mundanas: primeiro, elas tornam-se apaixonadas em relação aos prazeres e tesouros do mundo e se tomam endurecidas em relação a Deus; depois, são endurecidas por ele; finalmente, quando já tarde demais, experimentam uma revolta de senti­mentos. São punidas pelo resultado de sua própria estultícia.

Quando o mundo oferece-nos seus tesouros, devemos seguir o exemplo de Jesus (Mt 4.8ss.). Assegure-se de ler esta palavra e de guardá-la no coração:

O Diabo levou-o ainda a um monte muito alto, mostrou-lhe dali todos os países do mundo com as suas grandezas e disse: “Tudo isto te darei se de joelhos me adorares.” Jesus respondeu: “Vai-te, Satanás! A Escritura diz: Adorarás o Senhor teu Deus e só a ele prestarás culto.”

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