É preciso parar de correr atrás do vento e de cavar cisternas que não retêm água!

Para você saber lidar com o muro da morte e passar para o outro lado dele…

Para você ficar livre da eterna mesmice da vida (a intolerável rotina de sempre) e experimentar coisas novas e surpreendentes…

Para você não ser obrigado a confessar, já velho e acabado, que sua vida foi uma vida boba, sem sentido e terrivelmente frustrante…

Para você não correr atrás do vento como um bobo…

Para você não repetir no final de cada dia, no final de cada semana, no final de cada mês, no final de cada ano, no final de cada aniversário, que “tudo é vaidade”…

Para você se libertar de sua continuada depressão…

Para você não cometer, em algum momento da vida, suicídio…

“Lembre-se do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: ‘Não tenho mais prazer na vida’” (Ec 12.1, NTLH).

Substitua o “Memento Morti” (lembre que deve morrer) pelo “Memento Creatoris” (lembre-se do seu Criador).

Desde que você busque a Deus em primeiro lugar e tenha o devido temor ao Senhor, não é necessário que você desapareça deste mundo (Jo 17.15) e construa um barraco no meio da floresta para se isolar de tudo e de todos.

Não é necessário que você abra mão da sabedoria, do sucesso, dos prazeres da vida, do trabalho, da ascensão econômica, dos exercícios físicos, da alegria da música, da beleza, do amor, da família, da sociedade e dos sonhos.

O livro de Eclesiastes ensina isso: “Jovem, aproveite a sua mocidade e seja feliz enquanto é moço. Faça tudo o que quiser e siga os desejos do seu coração. Mas lembre-se de uma coisa: Deus o julgará por tudo o que você fizer. Não deixe que nada o preocupe ou faça sofrer, pois a mocidade dura pouco” (Ec 11.9-10, NTLH).

O Sábio usa três vezes uma palavrinha mágica no último capítulo de Eclesiastes. É preciso lembrar-se do tédio “antes que venham os dias maus” (Ec 12.1), “antes” do processo irreversível da decrepitude (Ec 12.2-6), “antes” da morte (Ec 12.6-8). Quanto mais tarde se toma essa decisão inteligente, maior vai se tornando o desperdício da vida e o consumo da amargura. É muito mais sábio acabar com a alienação de Deus no início da vida do que no final, quando a “lamparina de ouro cai e quebra”, quando a “corrente de prata se arrebenta”, quando o “pote de barro se despedaça e a corda do poço se parte” (Ec 12.6-7).

O Eclesiastes é muito prático. Bastam as duas últimas frases do livro: “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizemos e até daquilo que fizemos em segredo, seja o bem ou o mal” (Ec 12.13-14, NTLH).

A mensagem de Eclesiastes pode ser reencontrada em um versículo do profeta Jeremias: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água” (Jr 2.13). Correr atrás do vento e cavar cisternas rachadas a vida inteira são metáforas diferentes com mensagens iguais. As duas denunciam a falta de Deus na mente, no coração e na vida de qualquer ser humano que rodopia em torno de si mesmo. Chega da “vida boba”, “da triste maneira de viver”, chega de nostalgia (a saudade escondida de Deus), chega de arrogância, chega de teimosia, chega de incredulidade, chega de “correr atrás do vento”!

Revista Ultimato – ed. 311

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