Cristão, você está pronto para a Segunda Fase do Exílio? | Stephen McAlpine

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A igreja ocidental está prestes a entrar na Segunda Fase do seu exílio da praça pública e da cultura em geral. E não serão tempos fáceis.

Caso você não tenha notado, a Primeira Fase do Exílio começou há algumas décadas, florescendo na revolução sexual dos anos 60 antes de ganhar força uns vinte anos atrás. Finalmente, alguns cristãos se reuniram para abordar o assunto há mais ou menos quinze anos – e isso gerou uma movimentação, assim como várias publicações.

Para aqueles no ministério que, como eu, observam a cultura em geral, a Primeira Fase do Exílio foi uma época intoxicante. Porém, nós nunca a chamamos de Primeira Fase do Exílio. Simplesmente a chamamos de “Exílio”, e nos debruçamos sobre textos bíblicos como o livro exílico de Daniel e 1 Pedro, sua contrapartida neotestamentária. Afinal, ninguém jamais chamou a Primeira Guerra Mundial de “Primeira Guerra Mundial” antes de surgir a Segunda Guerra Mundial, não é? Ela era conhecida simplesmente como a Grande Guerra. Assim também é com o exílio. Cafeterias foram dominadas para conversas matinais entre líderes exílicos em ascensão, os bares foram usados como uma igreja exílica, Macbooks foram comprados aos montes e pioneiros emergentes/missionais estabeleceram a qualidade do café como um marcador de uma fronteira espiritual com um zelo que levaria um adepto do Judaísmo do Segundo Templo às lágrimas pelo reconhecimento.

Na Primeira Fase do Exílio, a narrativa predominante era que a igreja Cristã estava sendo marginalizada, que a Cristandade acabou; a igreja precisava bolar novas estratégias; tirar tudo que não fosse essencial, tudo com o objetivo de reconectar Jesus ao mundo perdido. Éramos todos adeptos do ad fontes, uma segunda Reforma se voltando para a fonte Eclesiástica – esperamos que estivessem usando a Bíblia – ou no mínimo os Pais da Igreja Primitiva, ou no mínimo um monte de velas(calma aí – diz o sarcástico).

O maior problema da igreja, de acordo com o pensamento da Primeira Fase do Exílio, é que mais ninguém estava falando da gente. E como Oscar Wilde ironicamente observou, a única coisa pior do que alguém falar sobre você é quando ninguém fala sobre você. Então, na Primeira Fase do Exílio as conferências e as conversas em destaque estavam ocupadas falando sobre como era não ser o alvo das conversas dos outros. Fomos marginalizados; deixados do lado de fora das salas interessantes; fomos abandonados à velocidade de nós por hora; descartados. Somente algumas poucas pessoas perceptivas viram isso acontecendo. Quantas? Bem, provavelmente não mais que as que estão neste salão conosco, e talvez alguns outros que se encontram um domingo a cada três ou quatro semanas numa igreja reunida em um bar.

Aliás, inclusive, todos que estavam citando Lesslie Newbigin, ou pelo menos a única fala que eles conheciam a respeito da congregação ser a hermenêutica do Evangelho ou algo do tipo. Todos estavam discutindo o que queria dizer ter convicções cristãs, mas ser pós-fundamentalista. A Cristandade estava caindo, e isso é bom, dadas as diversas lutas e cruzadas e tudo de ruim que os sacerdotes fizeram, certo? Não estávamos fartos de sermos meros capelães para a cultura? Hora de nos atualizarmos. Hora de sermos a igreja orgânica/integral/do outro lado/radical. Para aqueles que aderiram à Primeira Fase do Exílio, havia uma alegria pela queda da Cristandade. E se ela estivesse sobrevivendo em algumas áreas da América do Norte, e daí? Quem é que quer ser um “batistão” mesmo, uma vez que uísque single malt e um bom charuto são tão deliciosos, e tudo mais?

Estou sendo um pouco jocoso, sei disso, e de certa forma tenho o direito para tanto. Me envolvi nesse processo da Primeira Fase do Exílio e isso tem informado boa parte da minha forma de pensar, e isso não mudará. Eu também conheci pessoas incríveis, pensadores criativos e teólogos que merecem ser ouvidos e lidos.

Mas aqui está o problema. A forma de pensar da Primeira Fase do Exílio tem feito com que o Cristão esteja completamente despreparado para a realidade da Segunda Fase. Houve uma série de suposições feitas pelos pensadores da Primeira Fase que não se alinharam com aquilo que vai resultar das próximas três ou mais décadas, de acordo com o exemplo dos últimos cinco anos. Deixe-me mapear algumas dessas suposições errôneas:

1. Supomos Atenas, não Babilônia

Para toda a conversa sobre exílio, a linguagem de Atenas, e a necessidade de achar uma voz numa cultura de ideias que competem entre si, era bem mais predominante que a linguagem da verdadeira cidade de exílio, Babilônia. Nós explorávamos maneiras de lidar com o desinteresse da cultura por nós, e não o seu desprezo. Lembro bem de ter dito “As pessoas não estão passando pela sua igreja e dizendo ‘Se eu nunca fora a uma igreja, é nesta que nunca entrarei.’ Não, eles não a enxergam de maneira alguma.” Esse é o discurso de Atenas, e supõe que se ao menos conseguirmos mostrar um ponto de encontro com a cultura, então a conversa fluirá e nos entenderemos.

Eu mudei minha ideia nesse ponto. Se os últimos cinco ou seis anos servem como indicador, a cultura (leia-se: a estrutura de elite que guia a cultura) está cada vez mais interessada em trazer a igreja de volta à praça pública. Sim, você ouviu direito. Mas não para dar-lhe ouvidos, e sim, para esfolá-la, expor seus reais e supostos abusos e deixá-la nua e trêmula ante a uma multidão ensandecida e escarnecedora. É Sadraque, Mesaque e Abede-Nego de pé perante a estátua de ouro, enquanto todos à sua volta estão submetendo-se e dizendo “Pssst, curvem-se, pelo amor de Deus!” São oficiais conspirando com o rei para mostrar que o fato de Daniel orar em direção a Jerusalém três vezes ao dia não é simplesmente uma esperança arcaica e tola, mas uma real ameaça à estrutura da sociedade e à nova ordem moral que a manterá de pé.

“Se os últimos cinco ou seis anos servem como indicador, a cultura (leia-se: a estrutura de elite que guia a cultura) está cada vez mais interessada em trazer a igreja de volta à praça pública. Sim, você ouviu direito. Mas não para dar-lhe ouvidos, e sim, para esfolá-la, expor seus reais e supostos abusos e deixá-la nua e trêmula ante a uma multidão ensandecida e escarnecedora.”

Se a principal característica da Primeira Fase do Exílio era para ser a humildade, a principal característica da Segunda Fase do Exílio tem que ser a coragem. Coragem não significa pronunciamentos bombásticos para o mundo, de maneira alguma. Ela tem que ser muita mais profunda que isso. Significa que, ao ouvirmos a ordem do rei de que ninguém deverá orar a deus algum salvo o rei por trinta dias, que nós entremos nos nossos quartos com a janela aberta em direção a Jerusalém e desafiemos esse rei mesmo enquanto nossos acusadores nos caçam. Significa olhar na cara desse rei irado dizendo que mesmo que nosso Deus não nos resgate das chamas, nós não serviremos aos seus deuses ou nos curvaremos ante a sua estátua de ouro. Diferente de Atenas, a Babilônia não tem interesse em nos superar com argumentos sagazes, mas simplesmente nos derrotar. Apologética e novas maneiras de se praticar igreja não serão suficientes na Babilônia. Somente a coragem sob fogo servirá.

2. Pressupomos uma cultura neutra, não um mundo hostil

Quantas conferências/artigos/livros surgiram nos últimos anos lidando com o conceito de cultura? Quantas vezes ouvimos que o papel do cristão exilado é fazer uma diferença na cultura? De que seja envolvido numa igreja ou não, a verdadeira mudança do Reino haveria de acontecer na cultura? Busque no Google as palavras “cultura” e “Cristão”. Dê uma olhada.

Enquanto eu admiro diversos desses trabalhos e devo muito a observadores culturais excepcionalmente dotados, foi Scott McKnight, sempre impressionante, que soou a trombeta no seu último livro Kingdom Conspiracy; Returning to the Radical Mission of the Local Church (“Conspiração do Reino: Retornando à radical missão da igreja local”, livremente traduzido, sem versão publicada em português). Ele acerta na mosca ao apontar a ingenuidade do que ele chama de “o povo do jeans skinny” quanto à natureza da cultura ao redor. Ele diz:

“Nossos esforços de transformação da cultura não só obtiveram pouco resultado (exceto no papel), mas esta palavra ‘cultura’ parece ter substituído na Bíblia a palavra ‘mundo’ (ênfase minha). Dito mais explicitamente, basta jogar uma água batismal no ‘mundo’ e nós agora podemos chamá-lo de ‘cultura’. Nesse sentido, ‘cultura’ se torna os elementos redimidos do mundo, mas isentos de suas conotações de mundo. Por quê dizer isso? Porque a palavra ‘mundo’ não soa nada bem no Novo Testamento.” (p.16)

Ele segue listando uma série de textos do evangelho de João em que o mundo está ligado a outras palavras. Palavras como “trevas”, “abaixo”, “ódio” e por aí vai. McKnight segue com o ponto de que Jesus não veio para tornar o mundo um lugar melhor, e sim redimir pessoas para fora dele, e que tentar fazer do mundo um lugar melhor é, de fato, “uma espécie de mundanismo”.

Agora, eu reconheço que toda esse linguagem de um ou outro em relação a “mundanismo” é anátema para muitos de nós que cresceram numa fé fundamentalista que tentou nos impedir de engajar o mundo – especialmente aqueles que, como eu, eram criativos, porque as “artes” não eram apenas “as artes”, e sim as “artes negras” na terra dos fundamentalistas. Lembro bem de ter dito para a minha avó do norte da Irlanda – chamados de irmãos a meia voz – que eu queria ser um jornalista quando crescesse. “Mas por que você quer fazer algo tão mundano?” ela perguntou, antes de me oferecer bolo demais e uma xícara de chá fraco.

Muitos de nós, desgastados pelas cicatrizes das guerras fundamentalistas e do pensamento coletivo contido, impulsionamos o pensamento da Primeira Fase do Exílio justamente para fugir dessa falsa dicotomia. Mas o neném do McKnight não deve ser jogado fora com a água do batismo. A criação é boa, mas foi corrompida; ela retrata um grande Deus, mas é o palco para toda sorte de depravação impiedosa. McKnight cita o saudoso e tragicamente mundano teólogo John Howard Yodder que chamava o mundo de “descrença estruturada, levando consigo um fragmento do que deveria ser a Ordem do Reino”.

E então, qual é a questão? Se pressupomos uma cultura neutra, supomos que podemos nos envolver com ela e brincar com a cultura sem sermos infectados por ela; que nós somos capazes de nos mantermos distintos dela, sem sermos compelidos pelas partes mais doentias e mais que capazes de saber quando dizer não para o seu clamor de aceno sedutor e foco branco que diz “Junte-se a nós! Junte-se a nós!”.(Game of Thrones, alguém? Netflix, sarcástico)

Simplesmente, presumimos que nós podemos ter mais impacto na cultura que ela pode ter sobre nós. Esse é um pensamento perigosamente ingênuo. Jesus nunca disse que a cultura não nos entenderá, ele disse que o mundo nos odiará. Ele não disse aos seus discípulos, “Sejam destemidamente despreocupados e vão e transformem a cultura”, ele disse “tenham ânimo! Eu venci o mundo.” (João 16.33)

“… presumimos que nós podemos ter mais impacto na cultura que ela pode ter sobre nós. Esse é um pensamento perigosamente ingênuo. Jesus nunca disse que a cultura não nos entenderá, ele disse que o mundo nos odiará.”

Como tenho visto isso se desenvolver nos últimos dez anos? Tragicamente, de várias maneiras. Enquanto algum bem surgiu disso, eu vi um número excessivo de evangélicos desgastados que estão fartos da onda de brigas entre fundamentalistas dizendo que temos que voltar às fontes do Evangelho pelo bem da cultura, até uma reinterpretação do Evangelho que se amolde ao mundo. Eu tenho assistido a todo uma onda que começou como uma série de perguntas que foi iniciada com “E se nós mudássemos a nossa perspectiva em relação a como enxergamos esta questão tradicional?” até “Deus realmente disse?”. E por mais que me doa dizer, o Evangelho da Sexualidade do Pós-Evangelicalismo simplesmente tomou o lugar do crescente Evangelho da Prosperidade que idolatra o conforto que a experiência oferece, em vez do conforto que o dinheiro traz.

O resultado? Cada vez mais a Primeira Fase do Exílio sai de cena. O Pós-Evangelicalismo/Pós-Fundamentalismo levou pessoas demais em direção ao Pós-Cristianismo, fornecendo um pouso seguro para aqueles que quiseram pular do avião, mas que tinham medo de altura. Eu direi mais a respeito disso num outro post, mas esse é o mesmo resumo disso.

3. Afrouxamos a nossa linguagem justamente quando as elites culturais afiaram a sua

Há um livro inteiro a respeito disso, mas por hora basta dizer que muitos dos proponentes da Primeira Fase do Exílio estavam ocupados soltando os parafusos das rodas da sua linguagem justamente enquanto a estrutura cultural estava afiando a sua. E não há prêmio para quem adivinhar quem perdeu as suas rodas! Para usar outra metáfora, se falharmos em apreciar e usar a linguagem da nossa aljava, então alguém vai saqueá-la e usá-la contra nós. Cultivamos uma meia geração de literatura cristã completamente segura da sua incerteza no que se refere às terminologias. Enquanto isso, a estrutura cultural está cada vez mais certa das suas terminologias.

Um ótimo exemplo se refere às questões de ética pública. Uma igreja que afrouxou toda a sua linguagem com o intuito de alcançar a cultura – descartando as categorias que lhes foram dadas pela teologia testada pelo tempo – está de repente encontrando suas próprias terminologias e formas de pensamentos usadas contra ela, e ela está incerta sobre como responder. Agora, quando falamos de ética sexual, não é somente uma questão de que o Cristianismo tem perspectivas “estranhas” ou “esquisitas” ou até “interessantes”, mas em vez disso são “erradas”, “ruins”, “obscuras”, até posturas “pecaminosas”. Leia as páginas de opinião.

O campo semântico de “herege” irá cada vez mais vir à tona na Segunda Fase do Exílio ao descrever o Cristianismo tradicional. Agora, não estou dizendo que é o papel da igreja admoestar a cultura, não é, porque o principal e crítico lugar onde a igreja afrouxou os parafusos da linguagem foi justamente dentro da igreja! Os proponentes da Primeira Fase do Exílio frequentemente criticavam as Megaigrejas sedentas por crescimento explosivo pelo seu abandono da linguagem teológica para alcançar uma cultura indiferente e consumista. Mas a sua crítica não chegava a pegar do chão essa linguagem, tirar a poeira dela e usá-la novamente. Se fizeram alguma coisa, foi agravar o erro desses megalomaníacos de deslocar a linguagem teológica ao desconfiar da linguagem teológica (o novo público Reformado é uma exceção). Sucatear as categorias da linguagem foi um erro crucial. Se o nosso Deus é um Deus que fala, então a linguagem é profundamente teológica e profundamente moral. Não é mero brinquedo deixar isso de lado quando perde a graça. Nós a usamos ou a perdemos – para outros.

Agora, essa perda vai lhe surpreender se a sua categoria de cidade for Atenas, mas não se for Babilônia. Ouça o que Pedro diz às comunidades exílicas espalhadas pelo Império Romano:

“Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, naquilo em que eles os acusam de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.” (1 Pedro 2.11,12)

O Império Romano via os cristãos primitivos como ruins. Pense nisso. Por décadas na Austrália, os cristãos eram tidos de maneira pejorativa como os “certinhos”. Na Segunda Fase do Exílio a forma pejorativa é os “erradinhos”.

Este é o mesmo Pedro que, aliás, pode dizer no próximo versículo “sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens, seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes…” Isso não é para os fracos de coração. Precisamos estar aptos para navegar por campos minados da linguagem sem perder as pernas. E isso vai requerer trabalho árduo. Declarações raivosas – a ira dos culturalmente impotentes – não é uma opção, tampouco é a entrega das nossas categorias de pensamento e linguagem para a cultura. Precisamos aprender a verdade ao poder, assim como fui ensinando na minha formação em Artes nos anos 80, mas dessa vez os papéis foram invertidos. O que era marginal nas universidades dos anos 80 agora é a linguagem política geral comum do século XXI.

Ontem mesmo eu observei uma discussão nas mídias sociais em que um secularista convicto estava mais que feliz de usar categorias de pensamento como “de dentro/de fora”, “pecador/santo”, “heresia/verdade”, “deus/diabo” ao defender a sua posição. Ao se deparar com a falta de linguagem própria para descrever a sua anátema da posição cristã, ele simplesmente disse “Não dê a mínima para mim!”, inclinou-se até o nosso lado e tomou a nossa! E aqui estamos tendo o maior cuidado para que ninguém seja excluído pela nossa linguagem.

Uma linguagem pessoal, pietista, que diz “Jesus é meu brother” com uma teologia leve não se sustenta face a uma reformulação pública de linguagem. Os proponentes da Primeira Fase do Exílio têm que resgatar o arsenal, sacar o amolador e afiar as ferramentas da linguagem novamente, não para matar pessoas, mas para “batalhar pela fé uma vez por todas confiada aos santos” (Judas 1.3).

E o que Judas segue dizendo? Ele usa a linguagem e as terminologias que até no uso privado nos envergonha, e que provavelmente não são para o público em geral:

“Todavia, amados, lembrem-se do que foi predito pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles diziam a vocês: ‘Nos últimos tempos haverá zombadores que seguirão os seus próprios desejos ímpios’. Estes são os que causam divisões entre vocês, os quais seguem a tendência da sua própria alma e não têm o Espírito. Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna. Tenham compaixão daqueles que duvidam; a outros, salvem-nos, arrebatando-os do fogo; a outros ainda, mostrem misericórdia com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne.” (Judas 1.17-23)

(Aliás, não há nada aqui referente a protestos na frente do parlamento).

A carta de Judas é linguagem exílica verdadeira, sem filtros. Ela é sem filtros justamente porque seus leitores nunca haviam experimentado o desinteresse suave da Primeira Fase do Exílio trazido à tona pelo eclipse da Cristandade. Eles foram odiados a partir do momento em que Jesus foi pregado no madeiro, mas continuaram lutando pela fé e pela vivência piedosa nas suas comunidades e o amor a Deus e ao próximo apesar de tudo.

É isso que devemos resgatar. Os exilados da Segunda Fase não colocam a sua esperança numa cidade aqui, seja Atenas ou Babilônia, mas numa cidade que está por vir (Hebreus 13). Os exilados da Segunda Fase não precisam de aprovação da cultura, muito menos provocam a cultura para se sentirem bem sobre si mesmos. Não, os verdadeiros exilados são capazes de viver seu tempo com confiança, amor e esperança porque eles confiam naquele “que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria” (Judas 1.24).

Cristão, a Segunda Fase do Exílio está vindo. Você está pronto?

Stephen McAlpine é pastor e plantador da Providence Church em Perth, Austrália. Ele é formado em jornalismo e teologia e escreve um blog sobre questões referentes a cultura e plantação de igrejas no oeste da Austrália. Você pode acompanhar seus escritos pelo seu blog: http://stephenmcalpine.com/ 

Visite: http://www.editoraannodomini.com.br/

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