Esgotamento Espiritual e o Legalismo – Malcolm Smith

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Fariseu era uma pessoa que se havia dedicado a observar minuciosamente a lei de Moisés, chamada Torah (os primeiros cinco livros da Bíblia) na língua hebraica. O juramento dedicatório era denominado “tomar o jugo da Torah”. Consideravam-se separados para Deus, sua lei e para uns com os outros. Formavam um círculo bem fechado, dentro do qual só eram bem-vindos os devotos, círculo que os separava do mundo de pecadores lá fora.

Na realidade, as exigências da lei eram simples: amor a Deus e ao próximo. Mas a religião sente-se perturbada pela simplicidade. Em vez de perguntar como é que a lei de Deus deveria ser observada, eles perguntavam: “Como é que vamos deixar de quebrá-la?” A partir desta pergunta, todas as formas de debates e questionamentos foram surgindo, finalizando nas determinações legalísticas dos fariseus que objetivavam evitar que a pessoa sequer se aproximasse do ponto em que poderia quebrar a lei de Deus.

Estas leis feitas pelo homem eram denominadas “leis da cerca”, a saber, leis que circundavam a lei de Deus, tentando evitar que o devoto corresse o risco de quebrá-la. Nunca perceberam que se apegassem ao amor, teriam guardado toda a lei, e mais ainda. Em vez disso, enterraram-se num pantanal de preceitos sem fim e sem sentido.

As “leis da cerca” procuravam circundar todas as áreas da vida. Havia leis sobre como a pessoa devia vestir-se, sobre o que podia comer ou beber, os lugares aonde podia ir ou não, o que podia fazer, as pessoas com quem se podia relacionar e, mais importante do que tudo, o que não podia fazer no sábado, e outras centenas de pequenos rituais que precisavam ser observados quando a pessoa ia comer, orar ou jejuar.

Até mesmo o israelita secular era constantemente lembrado pelos fariseus quanto aos preceitos da lei, e sentia frequentes beliscões de consciência culpada por não estar vivendo à altura dos padrões de santidade que os intérpretes legais haviam declarado ser a verdade final.

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O mal do sistema não estava naquilo que a lei proibia, ou ordenava (embora a maior parte do sistema fosse exercício tolo de futilidade), mas na raiz do amor egoísta. A guarda das regras pelos fariseus seria aceitável por Deus; o nível de sua obediência à lei seria indicação de onde ficavam na escada que galgavam com tanto esforço, na direção de Deus. Entretanto, não obstante a retidão dos objetivos, Deus não pode ser alcançado mediante a observância de mandamentos e pelo desempenho de rituais.

Foi contra esta forma de religião que Jesus proferiu suas palavras mais duras. Quando viu o que esse sistema doutrinário estava fazendo às pessoas, ele se moveu de compaixão:

“Vendo ele as multidões,  tinha grande compaixão delas, porque andavam cansadas e abati¬das, como ovelhas que não têm pastor”. (Mt 9:36)

A essas ovelhas, cansadas e exaustas devido aos constantes jugos pesados colocados sobre elas pela religião, disse Jesus:

“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis DESCANSO PARA AS VOSSAS ALMAS. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11:28-30)

A palavra “cansado” significa: “exausto, ter trabalhado até que não resta força alguma”. Hoje, no contexto em que Jesus estava falando, poderíamos traduzir o texto assim: “queimados espiritualmente, esgotados de toda força espiritual, exaustos na tentativa de agradar a Deus”. Aquelas pessoas estavam sobrecarregadas, esmagadas pelo peso de todas as leis e preceitos que a religião jogara em cima delas.

Jesus convidou as pessoas a virem a ele e, ao agir assim, atirou a luva desafiadora no rosto da religião. Ele usou esta expressão: Tomai sobre vós o meu jugo… (v. 29), frase que descrevia o juramento de fidelidade à religião com todos os seus preceitos.

Jesus estava afirmando que ele próprio é a nova Tora, a nova Lei, não uma lista de mandamentos, mas uma Pessoa viva; e diz mais: que a aceitação do jugo de Cristo propicia descanso. A versão chamada Bíblia Ampliada diz o seguinte: … e encontrareis descanso — alívio, consolo, refrigério, recreação e abençoado sossego — para as vossas almas.

A religião trouxe o burnout espiritual. Jesus prometeu que vir a ele resultaria em recreação, com um período de férias… vida em que a pessoa estaria gozando de contínuo refrigério e renovação em seu relacionamento com ele.

Entrar em estado de burnout espiritualmente é alternativa que só pode ocorrer quando há má compreensão fundamental do cerne do evangelho, ou quando a pessoa falha em aplicá-lo em sua vida e ministério. Um crente espiritualmente exausto está exibindo sintomas de um problema muito mais grave.

Trecho do livro: Esgotamento Espiritual – Malcolm Smith

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A Origem da Idolatria | Rev. Augustus Nicodemus

Série ”A Mensagem da Carta aos Romanos”

“Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão. Eles dizem que são sábios, mas são tolos. Em vez de adorarem ao Deus imortal, adoram ídolos que se parecem com seres humanos, ou com pássaros, ou com animais de quatro patas, ou com animais que se arrastam pelo chão.”

Romanos 1:21-23

A Revelação Natural e o Evangelho de Cristo | Rev. Augustus Nicodemus

“Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis. “

Romanos 1:18-20

Você valoriza o privilégio de ouvir o Evangelho de Cristo enquanto milhões nunca o ouviram?

Será que sua recusa em acreditar em Deus, talvez não seja uma vontade de que Ele não exista?

Qual é o seu estado diante de Deus?

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[Audiobook] Chaves para o Crescimento Espiritual | John MacArthur

livro-chaves-crescimento-espiritual_1Quanto mais contemplo a face de Jesus nas páginas das Escrituras, tanto mais eu creio que, se você seguir as orientações apresentadas neste livro, experimentará crescimento espiritual. E compreenderá a plenitude de tudo que Deus pretende fazer em, com e por meio de você!

John MacArthur, com base em sua vasta experiência ministerial, escreve uma admirável exposição de princípios bíblicos que revela, de modo conclusivo, o propósito do homem neste mundo: entender e praticar o mandado bíblico, comprometendo-se totalmente, agora e para sempre, com a glória de Deus.

O autor prepara os leitores para este compromisso integral, centrado em Deus, apresentando-lhe passos específicos, chaves, a fim de ajudá-los a desenvolver e manter o crescimento espiritual radiante.

O objetivo é uma vida que se concentra e se focaliza em Deus, até que a pessoa seja envolvida e cativada pela majestade divina. MacArthur oferece métodos viáveis para compreendermos esse objetivo e abrirmos o cofre de tesouros espirituais, abundantes, em Cristo.

Glorificar a Deus do modo como Ele deseja; utilizar modelos significativos de oração; recompensa divina de esperança e obediência; o caminho cristão do perdão e do amor – todos os princípios básicos que levam ao crescimento espiritual autêntico são chaves que John MacArthur utiliza.

Clique no link, ouça ou faça download do audiobook gratuitamente:

http://www.ministeriofiel.com.br/audiobooks/detalhes/17/Chaves_para_o_Crescimento_Espiritual

A Parábola do Filho Pródigo | Tim Keller

Timothy Keller usa seu estilo filosófico para analisar a mais simples, porém intrigante parábola de Jesus, a “Parábola do Filho Perdido” (Lucas 15: 11-32).

Keller anuncia às pessoas que se referem erroneamente à parábola como “A parábola do filho pródigo”, quando, ao contrário, Jesus não o colocou como o centro dessa narrativa. Pai, irmão mais novo e irmão mais velho são os protagonistas dessa história abrangente, que, segundo o autor, fala de nosso relacionamento com Deus.

Ouça e faça download  dessa pregação completa no link abaixo:

Se Deus é bom, por que Ele permite o sofrimento? (Pregação)

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Para ouvir a pregação clique no link:

Se Deus é bom, por que Ele permite o sofrimento?

Fonte: Igreja Esperança – Igreja Cristã Reformada

Cultos: 10h30 e 18h15
Rua Jaguari, 673, Bonfim – BH
Link da IE no Google Mapas: https://goo.gl/39A2zA

Conheça seu Inimigo (2) | Josaías Jr.

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Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra.

Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.

Mateus 4.5-7

Use e abuse: Os anjos te salvarão

A segunda tentação parece um pouco estranha para alguns, mas imagine a situação de Jesus¹. Ou imagine você nessa situação. Você esteve em um deserto por 40 dias. Você esteve com fome, com sede, cercado por feras, sem qualquer pessoa para conversar. Você passou os dias com calor e as noites com frio. Você esteve indefeso e solitário.

Não é nessa situação que imaginamos o Filho de Deus. Ou qualquer dos filhos de Deus. Ou mesmo qualquer pessoa. Fomos criados para viver em um jardim, entre animais que nos obedeciam e nos respeitavam, acompanhados de um cônjuge, de um Deus, de árvores de todo tipo. Não havia fome, solidão, perigo ou desamparo.

Não é sem motivo que o diabo leva Jesus para um cenário que é oposto ao deserto. Eles vão parar na cidade santa, onde multidões caminham, e não há solidão. Sobem ao topo do templo, o centro da vida política, cultural e religiosa de Israel. O templo era o local onde se cria que Deus habitava, um pequeno retorno ao Éden, com suas representações de animais e árvores². Este sim é o local adequado para os filhos de Deus. Afinal, “está Deus no meio de nós ou não?”, já diziam os judeus no deserto.

Então, o diabo cita o Salmo 91. Ele fala de alguém que sai vitorioso das provações. Alguém que foi salvo porque amava a Deus, que foi posto em “um alto retiro” por conhecer o nome dele. Alguém que não foi abandonado em meio às feras. Deus está com este personagem ou não? É óbvio que sim!

Com isso em mente, imagine essa prova para você. Você está mais acostumado com ela que pensa. Não tenho a menor dúvida de que existem problemas afligindo sua vida. Nesse mundo caído, sempre há problemas. Seja uma doença, falta de namorada, vestibular, relacionamentos, desemprego. Ou então, coisas menos rotineiras, como dúvidas em relação à salvação, respostas de oração, a falta de algum tipo de experiência mais “espiritual”, ou uma igreja que não responde da maneira esperada ao seu ministério. Você se sente só e desamparado às vezes. Está Deus comigo ou não?

Mas eis que surge a solução. Prove Deus. Teste-o! Um anjo aparece pra você e diz: “Suas dúvidas podem acabar. Tudo o que você precisa fazer é _________ e Deus te mostrará que está com você”. Traduzindo para nossa vida: peça uma prova, exija uma evidência, agarre-se a algo – ele deve mostrar o amor por você, não? Ele está entre nós ou não?

O problema é que, biblicamente, essa opção, que parece mostrar tanta fé e piedade é, na verdade, falta de confiança. É abuso, manipulação. Logo após Jesus citar a “palavra que sai da boca de Deus”, o inimigo usa um texto bíblico para fazer seu argumento. Somos semelhantes ao povo de Israel que esperava sinal o tempo todo, ou que pensava que o templo era sinônimo de bênção e proteção – não importa quantos outros deuses eles adoravam juntos de Yahweh. Eles responderiam: o templo está entre nós, logo Deus está entre nós. Manipulação dos benefícios que a aliança trouxe a eles.

Quantas vezes não caímos por tentar manipular a Deus fazendo o mesmo? Como o crente que lança maldições sobre desafetos no trabalho por achar-se numa posição superior após ler “amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem” (Gn 12.3). Ou o irmão que espera prosperidade em resposta ao seu dízimo (Ml 3.10). Como aqueles que leem Hebreus 11 até o começo do verso 35, consideram-se “heróis da fé” e ignoram o que vem depois.

Para os reformados e evangélicos, em especial, o maior perigo é o abuso da graça. É testar Deus por meio de pecados, pecados e pecados acreditando que a graça significa apenas perdão e não regeneração, santificação e glorificação. Deus está comigo, de qualquer forma, de qualquer jeito, porque ele prometeu.

É curioso que o salmo citado por Satanás é o Salmo 91, um dos mais famosos em nosso país, usado como amuleto em diferentes lares, de diferentes práticas, religiões e tradições. Criticamos essa prática supersticiosa no Brasil, mas podemos ter também nosso “Salmo 91″. Seria o fato de eu ser membro de igreja? A crença no perdão de Deus mesmo para aqueles que não se arrependem? Os cinco pontos ou os cinco solas? O sentimento de euforia após um culto de acampamento? Aquela sensaçãozinha de paz a que me agarro, mesmo vivendo como se Cristo não vivesse em mim? Ou a tola esperança de que num último momento Deus realmente vai mandar os anjos e eu não vou me esborrachar lá embaixo?

A resposta de Jesus contra o inimigo é Deuteronômio 6.16, um texto que faz referência aos incidentes de Massá e Meribá (Êx 17; cf; Sl 95) – quando faltou água no deserto e o povo começou a dizer “está Deus no meio de nós?”. Meribá signfica “rebelião” e Massá significa “provação”. Como fez com Israel, o diabo queria levar Jesus a rebelar-se contra seu Pai, por meio de provas. Novamente, Satanás queria que Jesus se assemelhasse a ele, tornando-se um tentador. Hoje, essa provocação atormenta os filhos de Deus. Às vezes, quando pensamos ser muito piedosos, ao invés de nos assemelharmos a Cristo, podemos estar mais parecidos com aquele que o tentou.

Octavius Winslow nos lembra que, nesse trecho, Satanás disfarça a autodestruição chamando-a de salvação. Nosso coração é enganoso e procura manipular tudo a seu favor. O sinal de piedade que o diabo propôs era certeza de suicídio.

¹ Nesse ponto, em especial, sou devedor a Russell Moore em seu livro Tempted and Tried.
² Para uma tabela que mostra a ligação ente o Éden e o Templo/Tabernáculo, ver God’s Glory in Salvation through Judgment: a Biblical Theology,  de James M. Hamilton. Boas informações também em From  Eden to  the New Jerusalem,  de T. Desmond  Alexander.

Por Josaías Jr. | Reforma 21