Por que me preocupar? | Paul Tripp

12_article_graphic_why_even_bother
Você já se sentiu tão frustrado, irritado, ferido, deprimido, ou exausto que jogou tudo para o alto e disse: “Por que eu deveria me preocupar com isso?”

Aqui estão algumas experiências que provocam essa reação dentro de mim:

  • Líderes políticos ou empresários corruptos que abusam de seus poderes para obter ganhos pessoais.
  • A hostilidade de um vizinho com minha família, apesar de nossas tentativas de tratá-los com bondade e afetuosidade.
  • Comportamentos imorais e pervertidos de nossa cultura aos quais são celebrados e promovidos por todos ao redor.
  • Doenças incuráveis e deficiências incapacitantes que tornam a vida tão difícil.
  • Crescimento nas estatísticas de forma generalizada em violência, crimes e abusos diante de nossa aparente incapacidade de detê-los.
  • Terrorismo e guerra entre as nações e grupos religiosos que destroem países e matam inocentes.
  • Nossa inclinação pessoal para certos pecados que nos fazem tropeçar com certa regularidade.

No meio de toda essa frustração, dor e tristeza, tive esse tipo de pensamento mais vezes do que gostaria de admitir: “Por que eu deveria me preocupar com a justiça? Talvez devesse desistir de seguir os caminhos do Senhor e buscar o máximo de prazer que puder no aqui e agora “.

Se você já teve pensamentos semelhantes, saiba que não você não é o único. O famoso salmista Asafe escreveu a seguinte passagem: “Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios… Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência” (Sl 73: 3, 13)

Asafe discute com o Senhor. Ele resmunga: “Eu obedeço seus mandamentos e esta é a recompensa que eu recebo? Outros ignoram a sua existência e prosperam, e eu que sigo a sua Palavra, não recebo nada além de sofrimento e problemas?

Não sei sobre você, mas eu já estive no lugar do Asafe. E é por isso que eu amo a honestidade contida na Palavra de Deus – especificamente nos Salmos – pois nos permite que sejamos honestos sobre as nossas experiências da vida real.

Entretanto, a Bíblia não apenas nos permite essa honestidade a respeito de nossos dilemas; ela também nos fornece auxílio e esperança em relação a eles. Nos versículos seguintes, Asafe responde a si mesmo: “O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre. Os que te abandonam sem dúvida perecerão; tu destróis todos os infiéis. ” Sl 73:26,27

Por que deveríamos prosseguir no caminho do Senhor quando parece haver uma maneira mais próspera de se viver? Porque não há prosperidade na terra que se possa comparar a um relacionamento íntimo com o Criador.

Por que deveríamos obedecer à Palavra de Deus, mesmo quando a vida não faz sentido? Porque o Autor da Palavra tem um plano perfeito que será concluído.

Como Asafe, nossa visão obstruída pelo pecado nem sempre irá enxergar tudo. Nossas mentes finitas nem sempre irão compreender todas as coisas. Nossos corações instáveis nem sempre irão confiar. Nossas almas tímidas nem sempre terão fé suficiente. Entretanto, Deus está disposto a ser incomodado pelos nossos medos, dúvidas e confusões.

Porém, acima de tudo, Cristo nunca pensou: “Por que eu deveria mesmo me preocupar com o pecado deles?” Ele experimentou a maior dor de todas para nos salvar de nós mesmos.

Agora sim, isso é razão para continuar!

********************************************

Paul David Tripp é pastor, autor e palestrante. Ele é presidente do Paul Tripp Ministries e trabalha com o objetivo de conectar o poder transformador de Jesus Cristo com a vida do dia-a-dia. Essa visão o levou a escrever 15 livros sobre vida cristã e viajar a vários lugares pregando e ensinando.

Assine as devocionais (em inglês): www.paultripp.com/subscribe.

Fonte:  www.paultripp.com | Original aqui

 

Anúncios

Se Deus é bom, por que Ele permite o sofrimento? (Pregação)

12919675_983762431659431_1105351743408122586_n

Para ouvir a pregação clique no link:

Se Deus é bom, por que Ele permite o sofrimento?

Fonte: Igreja Esperança – Igreja Cristã Reformada

Cultos: 10h30 e 18h15
Rua Jaguari, 673, Bonfim – BH
Link da IE no Google Mapas: https://goo.gl/39A2zA

Audiobook | Onde Está Deus Quando as Coisas Vão Mal? | John Blanchard

tragedy

Onde está Deus quando os desastres acontecem? Se Deus é amoroso e todo-poderoso, por que Ele não impede o mal e o sofrimento? Muitas pessoas já se perguntaram isso. As lições têm como propósito encarar honestamente o mal e o sofrimento no mundo. Além de responder de forma objetiva aos mais frequentes questionamentos, o autor apresenta de forma clara o que Deus nos revelou sobre Si mesmo e sobre nossa condição humana.

O livro nos mostra também a misericordiosa intervenção de Deus neste mundo através de Seu Filho, a fim de resgatar e restaurar pecadores e um dia acabar com o mal e o sofrimento. Audiolivro “Onde está Deus quando as coisas vão mal?”, do autor John Blanchard, publicado pela Editora Fiel e narrado por Edivânio Silva. Clique no link abaixo, ouça o livro ou faça o download dos capítulos.

http://www.ministeriofiel.com.br/audiobooks/detalhes/20/Onde_Esta_Deus_Quando_as_Coisas_Vao_Mal

A Vontade de Deus e a Mente Cristã | John Stott

man-bench-thinking-looking-645x430

Que Deus quer guiar o povo dele e é capaz de fazê-lo é um fato. Isso é o que a Escritura nos ensina; em Suas promessas (por exemplo, Pv 3:6 ” Ele endireitará as tuas veredas”), em Seus mandamentos (por exemplo, Ef 5:17: “Não sejam insensatos, mas procurem compreender qual a vontade do Senhor”); e em suas orações (por exemplo, Cl 4:12…”que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus”).

Mas como descobrimos a vontade de Deus? Há crentes que afirmam, com certa facilidade, que “o Senhor me disse para fazer isto” ou “o Senhor me chamou para fazer aquilo”, como se tivessem uma linha direta com o céu e estivessem em permanente e direta comunicação telefônica com Deus. Acho difícil acreditar em tais pessoas. Outros há que pensam receber minuciosa direção de Deus fazendo as mais imaginativas interpretações de passagens bíblicas, matando o sentido natural, violando o contexto e não tendo uma base numa exegese segura, nem no senso comum.

Se queremos discernir a vontade de Deus para conosco, devemos começar fazendo uma distinção importante: sua vontade “geral” e sua vontade “particular”. A vontade “geral” de Deus é assim chamada por ser sua vontade para com todo o seu povo em geral, em todas as épocas; ao passo que, a vontade “particular” de Deus pode ser referida por ser sua vontade para com pessoas em particular e em ocasiões específicas. A vontade geral de Deus para conosco é que nos conformemos à imagem de seu Filho. A vontade particular de Deus, por outro lado, refere-se a questões tais como a escolha da profissão; a escolha do companheiro ou companheira na vida; e como empregar nosso tempo, nosso dinheiro e nossas férias.

Precisamos ter princípios seguros para a interpretação bíblica. Precisamos estudar, discutir e orar.

Uma vez feita essa distinção, achamo-nos em condições de repetir e responder aquela nossa pergunta sobre como descobrirmos a vontade de Deus. Pois a vontade geral de Deus foi revelada nas Escrituras. Não que seja sempre fácil discernir sua vontade nas complexas situações éticas modernas. Precisamos ter princípios seguros para a interpretação bíblica. Precisamos estudar, discutir e orar. Não obstante, continua sendo verdade, no que se refere à vontade geral de Deus, que a vontade para com o Seu povo se encontra na Palavra de Deus.

A vontade particular de Deus, por outro lado, não se encontra “pronta” na Escritura, pois a Bíblia não se contradiz, e é uma característica da vontade particular de Deus que ela seja diferente para diferentes membros da sua família. É claro que encontramos nas Escrituras princípios gerais que nos orientam na tomada de nossas decisões em particular. E não nego que muitos homens de Deus, pelos séculos a fora, afirmaram Ter recebido das Escrituras uma direção detalhada. Todavia, devo repetir que está não é a forma de como Deus costumeiramente procede.

Considere, por exemplo, a questão do casamento. A Escritura lhe dará uma direção em termos gerais. Ela lhe dirá que o casamento está nos planos de Deus, e que uma vida de solteiro deve ser a exceção, não a regra; que um dos objetivos principais do casamento é o companheirismo, e essa é uma das qualidades a ser procurada na pessoa com que se casar; que como cristão você tem a liberdade de se casar somente com quem seja também crente em Jesus; e que o casamento (o compromisso total e permanente de um homem com uma mulher) é o contexto ordenado por Deus no qual a união e o amor sexual devem ser desfrutados. Estas e outras verdades vitais acerca da vontade geral de Deus para com o casamento, a Escritura lhe mostrará. Mas a Bíblia não lhe dirá se é a Clara, a Mara, a Sara ou a Nara aquela com quem você deverá se casar!
Como então tomar uma decisão a respeito desta importantíssima questão? Há somente uma resposta possível: usando a mente e o senso comum que Deus lhe deu. Você certamente orará pedindo a direção de Deus.

E se você for sábio, pedirá o conselho de seus pais e de outras pessoas mais velhas que o conhecem bem. Mas a decisão final é sua, na confiança de que Deus o guiará no seu próprio raciocínio.

“Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem” (Sl 32:9).

Há uma boa base bíblica, no Salmo 32:8-9, para o uso da mente dessa forma. Estes dois versículos devem ser lidos em conjunto. Eles nos dão um bom exemplo do equilíbrio que há na Bíblia. O versículo 8 contém uma promessa quanto à direção de Deus: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e sob as minhas vistas, te darei conselho”. É, com efeito, uma tríplice promessa: “instruir-te-ei, ” “ensinar-te-ei, ” e “dar-te-ei conselho”. Mas o versículo 9 acrescenta imediatamente: “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem”. Em outras palavras, embora Deus prometa nos guiar, não devemos esperar que o faça tal como guiamos cavalos e mulas. Deus não porá um freio, nem uma rédea em nós; pois não somos cavalos nem mulas: somos seres humanos. Temos entendimento, o que mulas e cavalos não têm.

É, pois, pelo uso de nosso próprio entendimento, iluminados pela Escritura e pela oração, recebendo o conhecimento de amigos, que Deus nos guiará para conhecermos sua vontade particular para nós.

É urgente atentarmos a essa advertência da Escritura. Já vi muitos jovens cristãos cometerem erros sérios e tolos por agirem sob algum impulso irracional ou “por palpite”, em vez de se valerem da mente dada por Deus. Poderiam fazer suas as palavras de Bernard Baruch: “Todos os fracassos que tive, todos os erros que cometi, todas as tolices que já vi por aí, tanto na vida pública como no particular, foram a consequência de uma ação não pensada. ”.

******************************************************************************************************************************

Trecho extraído do livro Crer é Também Pensar, da Editora Ultimato. John Stott é conhecido no mundo inteiro como teólogo, escritor e evangelista, Ele é autor de mais de quarenta livros, incluindo A Missão Cristã no Mundo Moderno, A Bíblia Toda, o Ano Todo, Por Que Sou Cristão O Incomparável Cristo, A Mensagem de 2 Timóteo, A Mensagem de Atos, A Mensagem de Romanos, A Mensagem de Efésios, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, Sinais de Uma Igreja Viva, A Verdade do Evangelho e o campeão de vendas Cristianismo Básico. Falecido em 27 de julho de 2011, Stott foi pastor emérito da All Souls Church, em Londres, e fundador do London Institute for Contemporary Christianity. Foi indicado pela revista Time      como uma das cem personalidades mais influentes do mundo.

Audiobook : Quando Pecadores Dizem “Sim” | Dave Harvey

Pecadores que dizem sim

O casamento é a união de duas pessoas que chegam ao altar com uma bagagem surpreendentemente grande. Em geral, ela se abre durante a lua-de-mel; às vezes, espera até à semana seguinte. A Bíblia chama-a de pecado. Compreender a sua influência pode fazer toda a diferença para um homem e uma mulher que estão construindo a vida juntos.

Quando Pecadores Dizem Sim aborda a importância do poder transformador do evangelho na imprevisível jornada do casamento. O estilo de redação de Dave Harvey cativa o leitor, enquanto fala com honestidade e, às vezes, humor a respeito do pecado e do poder do evangelho para vencê-lo. Ele descortina a maravilhosa verdade da Palavra de Deus e encoraja o leitor a perceber com mais clareza o glorioso panorama do que Deus faz quando pecadores dizem Sim.

Por favor, para ouvir e fazer download das faixas, faça cadastro no site da Editora Fiel e receba promoções, e-books e audiobooks gratuitamente, clicando no link abaixo:

Editora Fiel | Cadastro VIP

Para ouvir ou fazer download sem cadastro, clique no link abaixo:

Recursos | Editora Fiel

A Cura para um Cristão Desviado | Joe Thorn

thorn-desviado2 (1)

“O desviado de coração dos seus próprios caminhos se farta, como do seu próprio proceder, o homem de bem.” (Pv 14.14)

Uma vida piedosa não é uma vida sem pecado, mas uma vida marcada por fé, obediência e arrependimento. O pecado é uma realidade contínua em uma vida piedosa, assim como o ato de mortificar o pecado. Embora nenhum cristão seja ou possa ser perfeito, ele pode ser maduro. E isso não apenas significa que na igreja nós teremos vários graus de maturidade e piedade, mas também que podemos ter alguns que não estão progredindo na fé, mas, de fato, retrocedendo nela.

O que é Desviar-se?

Todos os cristãos são pecadores, mas nem todos os cristãos estão se desviando. Desviar-se não é a perda da salvação (isso é impossível), nem a perda do amor e do cuidado de Deus (a Sua fidelidade permanece para sempre).

Para dizer de modo simples, um cristão desviado é aquele cuja comunhão com Cristo está definhando e cuja fé está se enfraquecendo. Eu compartilhei alguns potenciais sintomas de uma condição de desvio em uma postagem anterior neste site. Hoje, eu gostaria de direcionar-nos para a cura de um coração desviado.

Qual é a Cura?

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.” (Apocalipse 2.5)

A cura para um estado de desvio não é “deixar nas mãos de Deus”, tampouco se encontra em nossa própria atitude de nos “rededicarmos” a Deus. A cura para a nossa condição é o próprio Senhor Jesus. Ele é o Bom Pastor que restaura a alma. Ele busca e resgata aquele que deixou o rebanho. Ele mantém o crente em Sua mão e ela não perderá Sua firmeza. Ele completará a boa obra que começou em nós. Nosso grande Salvador faz aquilo que Seu título implica: Ele salva. Ele nos salva da nossa condenação, assim como de nossos desvios.

Mas é preciso agarrar-se à Cura e retornar para ela. Se nós vamos encontrar Nele a segurança do poder do pecado, então devemos olhar para Ele. Se você vê a si mesmo se afastando de Jesus, seja para uma religião vazia, imoralidade ou orgulho cego – uma vida vivida à parte do Salvador – então eu encorajo você a olhar novamente para Jesus. Aqui estão cinco breves palavras sobre o significado disso:

1. Identifique sua Condição Atual

Você não pode retornar a menos que perceba que se perdeu no caminho. Há alguns anos, enquanto eu lia o tratado de Plummer sobre “A Piedade Experimental e Prática”, Deus deixou bem claro para mim que eu havia caminhado para um tipo de trevas espirituais e precisava retornar para Ele. Deus usou aquele livro, alguns sermões e Apocalipse 2 para guiar-me de volta. Contudo, por um longo tempo, eu não estava sequer consciente de que me encontrava em um estado tão mau e, até que eu percebesse isso, não seria possível retornar. “Lembra-te, pois, de onde caíste” (Apocalipse 2.5).

2. Medite em Cristo e Sua Obra

Se nós devemos ser capturados pela glória de Jesus e levados a adorá-Lo por tudo o que Ele é e por tudo o que Ele fez pelos pecadores, então nós precisamos olhar para essas coisas repetidamente. Nunca é possível retornar para Jesus à parte da Palavra de Deus. Quando nós respondemos a Ele, estamos respondendo à Sua palavra. Nós nos encontramos em um estado de desvio porque, em parte, nós perdemos de vista a glória de Cristo. Então nós precisamos vê-la novamente. “Buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Colossenses 3.1-2).

3. Ore a Deus pela Graça da qual Você Necessita

O fato de que podemos retornar é graça. O fato de que nós vamos retornar é uma promessa feita por Deus! Você está consciente de sua condição? Você quer ser reavivado? Talvez você esteja tão frio que nem sabe se realmente o quer. Ore para que Deus faça aquilo que Ele prometeu e cure seu desvio. “Curarei a sua infidelidade, eu de mim mesmo os amarei, porque a minha ira se apartou deles. […] Os que se assentam de novo à sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal e florescerão como a vide” (Oséias 14.4,7).

4. Arrependa-se de Todos os Pecados Conhecidos

Como Martinho Lutero famosamente escreveu na primeira das suas 95 Teses, “Quando o nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, disse ‘Arrependei-vos’, Ele fez um chamado para que a vida inteira dos crentes seja constituída de arrependimento”. Nosso problema freqüentemente começa quando esquecemos esse aspecto da vida do Evangelho. O desviado é alguém que se esqueceu da graça do arrependimento. O seu coração se tornou insensível ao seu pecado e ele perdeu de vista a sua desesperada e imediata necessidade por Jesus. Retornar para Jesus requer a dolorosa consciência do nosso pecado e o converter-se dele. “Arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Apocalipse 2.5).

5. Volte-se para Cristo em uma Renovada Dependência

Aqueles que conhecem a Jesus conhecem um Salvador digno de confiança. Aqueles que se afastaram da comunhão com Ele perderam o senso de que dependemos Dele para receber a graça sustentadora. Nós perdemos a visão de como somos simplesmente necessitados da graça: graça para vir a Cristo, graça para manter-nos com Cristo, e graça para retornar a Cristo. Somente quando reconhecemos nossa atual condição, vemos as glórias de Jesus, buscamos o Senhor para receber graça e nos arrependemos de nosso pecado, é que retornamos ao nosso primeiro amor. “Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Zacarias 1.3).

Tudo isso é apenas uma forma mais detalhada de dizer: “Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Marcos 1.15). É para isso que Deus nos chama diariamente. Quando perdemos essa perspectiva, começamos a nos desviar.

Por: Joe Thorn. Website: joethorn.net © 2012. All Rights Reserved. Original: http://www.joethorn.net/2012/10/19/the-cure-for-backsliding/

Tradução: http://www.voltemosaoevangelho.com. Original: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/01/joe-thorn-a-cura-para-um-cristao-desviado/

25 Marcas de um Cristão Desviado | Joe Thorn

image (1)

Eu não ouço falar muito sobre o perigo do “desvio” hoje em dia. Parece que isso é algo com que meus amigos e eu nos preocupávamos 20 anos atrás. Nós falávamos sobre isso, orávamos contra isso, e procurávamos manter Jesus sempre diante de nós como nossa grande esperança e satisfação. A preocupação não era com cair totalmente fora do mapa espiritual, negando Jesus e mergulhando em pecados escandalosos, mas nós sabíamos que de fato temos corações que são, como o hino diz, “inclinados a se desviar”. E eu não sou melhor hoje do que era naquele tempo.

Se há uma consideração particularmente humilhante para um crente com uma mente espiritual, é que, depois de tudo o que Deus fez por ele – depois de todas as ricas demonstrações de sua graça, a paciência e ternura de suas instruções, a repetida disciplina de sua aliança, os emblemas de amor recebidos, e as lições da experiência aprendidas –, ainda existe no coração um princípio, uma tendência para um secreto, perpétuo e alarmante afastamento de Deus.”
– Octavius Winslow, 
Personal Declension

Mas mesmo que reconheçamos que permanecemos pecadores e que podemos nos encontrar em um perigoso estado espiritual, acaso sabemos como se parece esse estado? Não estou bem certo disso. Alguns o assemelham a um fracasso público, e isso os deixa pensando que estão seguros quando, na verdade, podem estar em um caminho muito ruim. No clássico Vital Godliness (Piedade Vital), William Plumer diz: “Muitos são impedidos de vencer seus desvios porque são misericordiosamente guardados de pecados abertos. Se eles tivessem publicamente caído em manifesta iniquidade, eles ficariam vermelhos de vergonha; eles lamentariam sua perversidade diante de Deus e dos homens. Mas, por enquanto, é tudo segredo. Eles são meramente desviados no coração”.

Como se Parece o Desvio?

No seu livro, Revival (Avivamento), Richard Owen Roberts apresenta 25 evidências de uma condição desviada. Ele elabora cada uma delas, mas eu vou apenas dar-lhe os pontos aqui. Considere-os seriamente.

1. Quando a oração deixa de ser uma parte vital de uma vida cristã professa, o desvio está presente.

2. Quando a busca pela verdade bíblica cessa e a pessoa se torna contente com o conhecimento de coisas eternas já adquirido, não pode haver dúvida quanto à presença do desvio.

3. Quando o conhecimento bíblico possuído ou adquirido é tratado como um fato externo e não aplicado internamente, o desvio está presente.

4. Quando pensamentos ardentes sobre as coisas eternas deixam de ser regulares e consumidores, isso deveria ser como um sinal de alerta para o desviado.

5. Quando os cultos da igreja perdem seu deleite, uma condição de desvio provavelmente existe.

6. Quando discussões espirituais profundas são um constrangimento, há certamente uma evidência de desvio.

7. Quando os esportes, a recreação e o entretenimento são uma parte grande e necessária de seu estilo de vida, você pode concluir que está ocorrendo um desvio.

8. Quando os pecados do corpo e da mente podem ser praticados sem uma revolta na sua consciência, a sua condição de desviado é certa.

9. Quando as aspirações por uma santidade semelhante à de Cristo param de dominar sua vida e seu pensamento, o desvio está ali.

10. Quando a aquisição de dinheiro e bens materiais se torna uma parte dominante de seu pensamento, você tem uma clara confirmação de desvio.

11. Quando você pode pronunciar canções e palavras religiosas sem o coração, tenha certeza de que o desvio está presente.

12. Quando você pode ouvir o nome do Senhor ser tomado em vão, questões espirituais ridicularizadas e questões eternas tratadas de forma frívola, sem ser levado à indignação e ação, você está desviado.

13. Quando você pode assistir a filmes e programações de televisão degradantes e ler literaturas moralmente debilitantes, você pode estar seguro de seu desvio.

14. Quando quebras de paz na irmandade não são motivo de preocupação para você, isso é uma prova de desvio.

15. Quando a menor desculpa parece suficiente para afastar você do dever e da oportunidade espiritual, você está desviado.

16. Quando você fica satisfeito com sua falta de poder espiritual e não mais busca repetidos revestimentos de poder do alto, você está desviado.

17. Quando você desculpa seu próprio pecado e preguiça dizendo que o Senhor entende e lembra que somos pó, você revela sua condição de desviado.

18. Quando não há mais música em sua alma e em seu coração, o silêncio testifica de seu desvio.

19. Quando você se ajusta alegremente ao estilo de vida do mundo, seu próprio espelho vai lhe dizer a verdade sobre seu desvio.

20. Quando a injustiça e a miséria humana existem ao seu redor e você não faz nada para aliviar o sofrimento, fique certo de seu desvio.

21. Quando a sua igreja caiu em declínio espiritual e a Palavra de Deus não é mais pregada ali com poder e você permanece satisfeito, você está em uma condição de desviado.

22. Quando a condição espiritual do mundo declina ao seu redor e você não consegue percebê-lo, isso é testemunho da sua situação de desvio.

23. Quando você está disposto a enganar seu empregador, o desvio é patente.

24. Quando você se acha rico em graça e misericórdia e se maravilha com sua própria piedade, então você caiu profundamente em desvio.

25. Quando suas lágrimas estão secas e a realidade espiritual dura e fria de sua existência não é suficiente para fazê-las rolar, veja isso como um terrível testemunho da dureza de seu coração e da profundidade de seu desvio.

(extraído de Revival [Avivamento], Richard Owen Roberts)

Você pode querer discutir algumas das “evidências” listadas acima, mas antes disso considere-as cuidadosamente para não deixar de identificar um real problema em sua vida. E se você descobrir que algumas dessas coisas são verdadeiras sobre você? Amanhã vou postar alguns pensamentos sobre voltar para o Senhor.

Por: Joe Thorn. Website: joethorn.net © 2012. All Rights Reserved. Original: 25 Marks of a Backslidden Christian.

Tradução: www.voltemosaoevangelho.com. Original: Joe Thorn – 25 Marcas de um Cristão Desviado

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.