Se Deus é bom, por que Ele permite o sofrimento? (Pregação)

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Para ouvir a pregação clique no link:

Se Deus é bom, por que Ele permite o sofrimento?

Fonte: Igreja Esperança – Igreja Cristã Reformada

Cultos: 10h30 e 18h15
Rua Jaguari, 673, Bonfim – BH
Link da IE no Google Mapas: https://goo.gl/39A2zA

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Audiobook | Onde Está Deus Quando as Coisas Vão Mal? | John Blanchard

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Onde está Deus quando os desastres acontecem? Se Deus é amoroso e todo-poderoso, por que Ele não impede o mal e o sofrimento? Muitas pessoas já se perguntaram isso. As lições têm como propósito encarar honestamente o mal e o sofrimento no mundo. Além de responder de forma objetiva aos mais frequentes questionamentos, o autor apresenta de forma clara o que Deus nos revelou sobre Si mesmo e sobre nossa condição humana.

O livro nos mostra também a misericordiosa intervenção de Deus neste mundo através de Seu Filho, a fim de resgatar e restaurar pecadores e um dia acabar com o mal e o sofrimento. Audiolivro “Onde está Deus quando as coisas vão mal?”, do autor John Blanchard, publicado pela Editora Fiel e narrado por Edivânio Silva. Clique no link abaixo, ouça o livro ou faça o download dos capítulos.

http://www.ministeriofiel.com.br/audiobooks/detalhes/20/Onde_Esta_Deus_Quando_as_Coisas_Vao_Mal

Crer é Também Pensar | John Stott (Resenha do Livro)

crer também é pensar

John Stott é um líder cristão, muito conhecido por suas obras teológicas e pastorais. Escritor, pregador e evangelista, temos editadas em português várias de suas obras, entre elas Cristianismo Básico, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, Mentalidade Cristã e vários comentários bíblicos da famosa série A Bíblia Fala Hoje, como A Mensagem de Gálatas, Contracultura Cristã, Tu, Porém.

Stott serviu como pastor da Igreja Anglicana All Souls no centro de Londres, como capelão honorário da rainha Elizabeth, líder da Aliança Evangélica Britânica. Foi preletor do Congresso de Evangelização Mundial em Lausanne, na Suiça em 1974 e posteriormente serviu como membro do comitê do movimento de Lausanne.

Stott já esteve várias vezes na América Latina e foi um dos incentivadores na fundação da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL). Sua influência na formação de líderes latino americanos foi muito mais além do que seus livros. Hoje a fundação John Stott provê livros e material acadêmico aos pastores do Terceiro Mundo, financiando bolsas de estudos e pesquisa.

O livro escolhido para ser resenhado foi publicado por John Stott na Inglaterra pela Inter-Varsity Press, em 1972. Com o seguinte título, Your Mind Matters, algo como “sua mente tem importância”. Já no título ele apresenta sua tese principal. A importância da mente racional na fé cristã.

O primeiro capítulo, Cristianismo de Mente Vazia, Stott desafia a tendência anti-intelectual de muitos crentes. Baseados na filosofia secular do pragmatismo de muitos crentes que abandonam a doutrina em busca da prática. Stott critica esses crentes afirmando que toda boa doutrina é sempre acompanhada de um ensino prático. Ele cita três grupos que fazem isto: os católicos (e acrescento, muitos evangélicos) que ritualizam sua relação com Deus, mecanizando sua relação com Deus. O segundo grupo, os cristãos radicais que concentram suas energias na ação social e na preocupação ecumênica. Se bem que este grupo seja (ainda) pequeno no evangelicalismo brasileiro, é uma postura bastante comum entre os crentes britânicos. Sua luta social esconde uma ignorância e desprezo pela doutrina. O terceiro grupo alistado por Stott, são os crentes pentecostais. (esses nós temos de sobra!). a busca incessante dos pentecostais por experiências com Deus, os leva, geralmente, a colocar o subjetivismo e o emocionalismo acima da doutrina bíblica.

Para Stott “ são válvulas de escape para fugir à responsabilidade, dada por Deus, do uso cristão de nossas mentes”.

O segundo capítulo, Por que usar nossas mentes?. John Stott apresenta sua defesa contra a postura vazia dos ignorantes. Parte do mandato evangelístico que Cristo nos deixou. O evangelho deve ser proclamado utilizando a razão humana. A motivação para isto, Stott encontra na Criação. O ser humano foi criado por Deus, um ser racional. Mesmo que esta racionalidade tenha sido maculada pela Queda, ainda assim, Deus se manifestou ao ser humano em categorias racionais.

Segundo suas palavras: “É certo que alguns chegaram à conclusão oposta. Já que o homem é finito e decaído, argumentam, já que não pode descobrir a Deus através de sua mente, tendo Deus que se revelar por Si, então a mente não é importante. Mas não! A doutrina cristã da revelação, ao invés de fazer da mente algo desnecessário, na verdade a torna indispensável e a coloca no seu devido lugar. Deus se revelou por intermédio de palavras às mentes humanas [1]. Sua revelação racional a criaturas racionais. Nosso dever é receber sua mensagem, submetermo-nos a ela, esforçando-nos por compreendê-la e relacionarmo-la com o mundo que vivemos.”

O terceiro capítulo, a mente na vida cristã, o pastor John Stott apresenta “os modos segundo os quais Deus deseja que usemos nossas mentes”. Ele alista seis áreas da vida cristã.

Stott define a fé como “uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta com o fato que Deus é digno de todo crédito”. A fé é um ato de pensar.

Ele fala do culto cristão, lugar onde a mente do crente deve estar ativa e empenhada em produzir frutos. A fé é alistada logo em seguida. E Stott define a fé como “uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta com o fato que Deus é digno de todo crédito”. A fé é uma ato de pensar.

Depois, ele alista a terceira área da vida cristã. A busca da santidade. Interessante a definição de Stott para santo. Ser aquilo que Deus deseja que sejamos. E não basta apenas saber o que deveríamos ser, entretanto, temos que ir mais além. Resolvendo em nossas mentes, a alcançá-lo.

A quarta característica, as escolhas que temos fazer como cristãos. Stott fala sobre a responsabilidade do crente conhecer a vontade de Deus. então, ela apresenta uma distinção que é bem típica de sua teologia. Existe uma vontade de Deus geral e outra particular. No comentário de Efésios, também publicado pela ABU editora, ele expande mais este pensamento. Deus nos escolheu para sermos conforme à imagem de Jesus (Rm 8:29), esta é a vontade geral. No caso da particular, Deus nos orienta a fazer as escolhas certas. Para cada situação específica. E como a Bíblia não é um livro de receitas, mas um livro de princípios, o crente deve usar a sua mente para discernir o melhor caminho para sua vida.

O quinto exemplo apresentado tem haver com a evangelização. Stott lembra-nos que a apresentação do evangelho deve ter um conteúdo sólido. A mensagem cristã não deve ser baseada no emocionalismo, mas deve ser profunda. Stott se baseia em Paulo para afirmar que nossa mensagem alcança o intelecto do homem. Em seguida ele nos apresenta a tese de que a conversão, é uma conversão a uma verdade. Uma proposição intelectual.

O sexto e último exemplo são os ministérios e seus dons. Parece-me que para muitos crentes hoje em dia, falar em dons espirituais nada tem haver com o uso da mente. Mas, Stott acredita que sim. Os dons espirituais não excluem o uso da nossa mente. O ministério cristão é essencialmente de ensino, e este ensino que fundamenta a nossa fé vem como capacitação espiritual e sobrenatural.

O último capítulo, 4, entitulado Aplicando o Nosso Conhecimento, é a conclusão deste (grande) pequeno livro. Stott apresenta um resumo do que ele vinha falando até então e nos desafia a aplicar o que aprendemos com ele nesta (curta, porém profunda) caminhada. Este conhecimento deve nos conduzir a certas atitudes. Stott apresenta 4.

O conhecimento deve conduzir-nos a adoração, à fé, à santidade e ao amor. E ele conclui dizendo:

“O conhecimento é indispensável à vida e ao serviço cristãos. Se não usamos a mente que Deus nos deu, condenamo-nos à superficialidade espiritual, impedindo-nos de alcançar muitas riquezas da graça de Deus. Ao mesmo tempo, o conhecimento nos é dado para ser usado, para nos levar a cultuar melhor a Deus, nos conduzir a uma fé maior, a uma santidade mais profunda, a um melhor serviço. Não é de menos conhecimento que precisamos, mas sim de mais conhecimento, desde que o apliquemos em nossa vida”.

STOTT, John R. W. Crer é também Pensar. A importância da mente cristã. Trad. Milton Azevedo Andrade. Sexta impressão. ABU Editora. São Paulo, SP. 1994.

Adquira o livro clicando nesse link: goo.gl/sa79Ta

Resenhado por Isaias Lobão P. Jr.

Visite: monergismo.com

11 Formas de Detectar Seus Ídolos | Mike Anderson

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Ídolos são espertos. Eles entram de mansinho em nossos cérebros, se acomodam em um cantinho do nosso coração, e começam a crescer. Na maior parte do tempo, nós nem os percebemos, porque nos apaixonamos pelo ídolo—que se tornou parte do que (temporariamente) nos dá motivo e alegria de viver.

Recentemente, Jared Wilson blogou 11 perguntas que David Powlison usa para detectar os ídolos das pessoas. Eu as enviei a todos que conheço, porque quero ajudar a construir uma cultura que faz perguntas profundas ao coração, aplicando o Evangelho à vida, e que busca a Cristo em unidade.

AS PERGUNTAS SÃO:

1 – O que mais me preocupa?

2 – O que, se eu fracassasse ou perdesse, me faria sentir que nem quero mais viver?

3 – O que eu uso para me consolar quando as coisas ficam pesadas ou difíceis?

4 – O que eu faço para lidar com momentos de pressão? Quais são minhas válvulas de escape? O que eu faço para me sentir melhor?

5 – O que me preocupa? Com o que eu sonho acordado?

6 – O que me faz sentir importante? Ou, de que tenho mais orgulho? Ou, pelo que quero ser conhecido?

7 – Que direção eu tomo nas conversas?

8 – Logo de cara, o que eu mais quero que as pessoas saibam sobre mim?

9 – Que oração, se não fosse respondida, me faria seriamente querer me afastar de Deus?

10 – O que eu realmente quero e espero da vida? O que realmente me faria feliz?

11 – Qual é minha esperança para o futuro?

Por: Mike Anderson | © 2012 Resurgence | theresurgence.com

Tradução: voltemosaoevangelho.com

O Inferno é para os Covardes | Guilherme de Carvalho

Gollum-Smeagol2“O inferno começa com um humor ranzinza, sempre queixoso, sempre imputando culpa aos outros… mas você ainda se encontra apartado disso. Pode mesmo criticar tal comportamento e querer livrar-se dele. No entanto, talvez chegue o dia em que isso jã não seja possível. Então, não existirá mais esse VOCÊ para criticar seu humor ruim ou mesmo para aprová-lo, restando apenas os queixumes, repetidos indefinidamente como uma máquina.

Não se trata de ‘sermos mandados’ por Deus para o inferno. Em cada um de nós algo está crescendo, que virá a SER o INFERNO, a menos que o cortemos pela raiz” (C. S. Lewis)

A explicação que Lewis dá para o inferno coloca vários descrentes que conheço na berlinda (nem todos). E vários religiosos também (alguma surpresa?).

Ou melhor: o inferno já está neles; já estão queimando por dentro. Mais ou menos como o “gollum” de Tolkien: celebrando solitariamente a certeza de que o mundo é vazio e sem esperança, de que não há inocência, nem verdade, nem justiça; dizendo “my dear, my love” a si mesmos o tempo todo em solilóquios intermináveis, rasgando sua carne com cacos de telha e zombando cinicamente dos ingênuos que ainda tem esperança.

Ou, como eu disse em outra ocasião, rindo da alegria inocente de quem sofreu pouco, e suspeitando da alegria serena de quem sofreu muito mas insiste em ter esperança.

Pensam ser honestos, sábios, realistas, maduros e livres da ilusão, celebrando com poesia e inspiração o seu desespero; mas não passam de pessoas medrosas, que desistiram de tentar a alegria, para não correr o risco da tristeza. Afinal, resmungar com estilo ainda é… resmungar. “Super-homens” como o Raskolnikov de Dostoievski: adoram recontar os gloriosos feitos de um Napoleão, mas nada podem além de matar velhas ranzinzas, ou ao menos matar-lhes o sentido de viver.

E mesmo assim, sofrem como qualquer homem sob a carga da sua culpa. A culpa de fechar os olhos para a graça onipresente, de prender a respiração para o oxigênio que deseja encher os seus pulmões.

Mas insistem, e matam o sentido e a esperança. Pelo bem maior da humanidade ou, mais plausivelmente, para manter todos juntos… no mesmo inferno. Por isso o inferno é para os covardes, segundo o livro de Apocalipse. Para os covardes, os ressentidos, os cínicos, os amargurados; para “o Diabo e seus anjos”.

Mas esse golpe final do desespero será eternamente inútil. Ninguém chorará no seu túmulo de amargura cósmica – nem mesmo Deus. Os amargos estarão ocupados demais cozinhando eternamente suas próprias revoltas… e os alegres estarão ocupados demais contemplando a luz.

Mas não tem que ser assim. Não há razões suficientes, filosóficas ou não, para mergulhar no meon, pois o “não-ser” não é; mas nós, inexplicavelmente, somos. A dádiva nos rodeia, nos penetra e nos sustenta.

Sim, existe ar suficiente em torno de mim e de você! Pare de resumungar e respire, seu covarde. Tenha esperança, seu Übermensch fracassado. É só levantar os olhos para os céus e dizer: “muito obrigado”!

Guilherme de Carvalho – Pastor na Igreja Esperança e Diretor no L’Abri Fellowship Brasil

A morte não tem a palavra final | R.C. SPROUL

bridge-to-nowhereAs armas do naturalismo secular, quando apontadas para a fé cristã, não se parecem exatamente com uma espingarda, mas com um rifle de precisa mira. O principal alvo do naturalismo é a doutrina bíblica da criação. Se a doutrina da criação cai, todo o Judaísmo/Cristianismo cai junto com ele. Todo cético entende isso. Por isso o constante tiroteio contra Gênesis 1.

Mas junto com o assalto à criação divina, vem junto um assalto ao ensino bíblico de um Adão histórico envolvido em uma queda histórica, cujo resultado é a entrada da morte no mundo. Se Adão pode ser confinado ao gênero mitológico, e afastado de sua queda, então vemos a morte como um fenômeno puramente natural sem relação com o pecado.

Há muito em jogo com o ensino bíblico da queda, pois essa doutrina está ligada a doutrina da redenção. A função histórica do primeiro Adão é igualada e conquistada pela vida histórica do último Adão, Jesus Cristo.

No século XVIII, quando Jonathan Edwards escreveu seu longo tratado sobre o pecado original, ele argumentou que não era simplesmente um ensinamento bíblico. Ele também sustentou que se a própria Bíblia estivesse em completo silêncio sobre a história da queda, a razão natural teria que sugerir a ideia, baseada na real presença generalizada do pecado. Se o pecado é o simples resultado de más escolhas que algumas pessoas fazem, nós poderíamos supor que pelo menos 50% das pessoas que nascem neste mundo iriam escolher o caminho certo ao invés do caminho pecaminoso que é tão prejudicial à nossa humanidade. O fato de que 100% da raça humana cai em pecado indica que deve haver um defeito moral inerente à raça. Claro, Edwards aponta para a queda, um evento histórico, para dar conta dessa fatal falha universal.

No relato de Gênesis, somos informados que a alma que pecar morrerá. Em Sua advertência aos nossos primeiros pais, no que diz respeito à desobediência, Deus declarou que “não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá.” (Gênesis 2.17). Mas o registro continua a dizer que no dia em que Adão e Eva desobedeceram ao seu Criador, eles não experimentaram da plenitude do que a tradução grega do Antigo Testamento chama de thanatos – morte física. Por causa disso, alguns têm argumentado que a morte que Deus prometeu não era a morte física, mas morte espiritual.

Certamente, a morte espiritual foi instituída no dia em que Adão e Eva pecaram. Mas o fato de que eles não experimentaram a morte física naquele dia não foi um resultado de Deus sendo negligente quanto às suas advertências e julgamentos. Em vez disso, foi um resultado da moderação de Deus em Sua justiça com misericórdia, permitindo a redenção de Suas criaturas caídas, mesmo que Adão e Eva estivessem ainda destinados a sucumbir à morte física.

Desde a queda, todo ser humano que nasce neste mundo como um filho natural de Adão chega como um natimorto. Ele nasce como um ‘natimorto’ em um sentido espiritual. Mas essa morte espiritual não é a mesma coisa de uma morte biológica, embora a morte acabe por ser o destino inevitável para toda pessoa que peca. Então, embora nós nasçamos ‘natimortos’ em um sentido espiritual, nós, no entanto, nascemos biologicamente vivos. Vivemos os nossos dias nesse mundo no corredor da morte, vivendo sob o peso da sentença de morte que nos é imposta devido aos nossos pecados.

Em Romanos 5, Paulo liga a entrada da morte no mundo ao pecado. Nos versos 12 a 14 ele diz:

“Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; pois antes de ser dada a Lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei. Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir.”

Mais adiante, no verso 17, Paulo continua: “Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.” Aqui Paulo está argumentando que, mesmo quando a lei mosaica não tinha aparecido nas tábuas de pedra no Monte Sinai, não obstante, Deus havia escrito Sua lei tão indelevelmente em cada coração humano que a lei estava presente mesmo antes dos Dez Mandamentos. A razão pela qual Paulo defende essa realidade é porque a morte já reinava desde Adão até Moisés. Como a morte é a penalidade para o pecado, e o pecado é definido em termos de transgressão da lei, a conclusão que o apóstolo chega é que a morte entrou no mundo por causa da violação à Lei de Deus.

Quando o contraste entre o primeiro Adão e o ultimo Adão, Jesus Cristo, é trabalhado no Novo Testamento, nós vemos na obra de Cristo a vitória sobre o último inimigo – a morte. O puritano John Owen escreveu um clássico livro intitulado A Morte da Morte na Morte de Cristo. Owen estava dizendo que na morte de Cristo, Ele tomou sobre si a maldição que está inseparavelmente ligada à medida punitiva da própria morte. No entanto, para aqueles que depositam sua confiança em Cristo, essa maldição é removida, de modo que agora, para todos aqueles que estão em Cristo, a morte já não é uma maldição. Seu aguilhão já foi removido. O escárnio da sepultura foi silenciado e agora a morte é meramente uma transição dessa vida para a próxima. O contraste que é dado no Novo Testamento não é o que esta vida é ruim e a próxima é boa. Pelo contrário, o apóstolo Paulo disse que esta vida é boa, mas morrer e estar com Cristo é melhor. Assim, a morte representa para o crente um lucro; de fato, um lucro extraordinário.

Quando nós fechamos nossos olhos ao morrer, não deixamos de estar vivos; de fato, nós experimentamos uma continuação da consciência pessoal. Nenhuma pessoa está mais consciente, ou atento, ou mais alerta, do que quando ele passa através do véu deste mundo para o próximo. Longe de cair no sono, estamos despertos para a glória em todos os sentidos. Para o crente, a morte não tem a última palavra. A morte se rendeu ao poder conquistador do Único que ressuscitou como o primogênito de muitos irmãos.

IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje | Michael Behe

Michael Behe no IV Simpósio Internacional Darwinismo Hoje, na Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo-SP

Prof. Dr. Michael J. Behe – Possui doutorado em bioquímica pela University of Pennsylvania (1978). É professor de ciências biológicas na Lehigh University e pesquisador do Discovery Institute’s Center for Science and Culture. Além de mais de 35 artigos em periódicos bioquímicos, e editoriais em jornais e revistas de ampla circulação, ele já publicou três livros dos quais A Caixa Preta de Darwin (Jorge Zahar, 1997) foi muito resenhado e considerado um dos 100 livros mais importantes do século 20 de acordo com a revista National Review and World. Esse livro discute as implicações para o neo-Darwinismo do que ele chama de sistemas bioquímicos “irredutivelmente complexos”, isto é, com sistemas moleculares na célula que exigem múltiplos componentes a fim de funcionar.