A Parábola do Filho Pródigo | Tim Keller

Timothy Keller usa seu estilo filosófico para analisar a mais simples, porém intrigante parábola de Jesus, a “Parábola do Filho Perdido” (Lucas 15: 11-32).

Keller anuncia às pessoas que se referem erroneamente à parábola como “A parábola do filho pródigo”, quando, ao contrário, Jesus não o colocou como o centro dessa narrativa. Pai, irmão mais novo e irmão mais velho são os protagonistas dessa história abrangente, que, segundo o autor, fala de nosso relacionamento com Deus.

Ouça e faça download  dessa pregação completa no link abaixo:

Audiobook | Onde Está Deus Quando as Coisas Vão Mal? | John Blanchard

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Onde está Deus quando os desastres acontecem? Se Deus é amoroso e todo-poderoso, por que Ele não impede o mal e o sofrimento? Muitas pessoas já se perguntaram isso. As lições têm como propósito encarar honestamente o mal e o sofrimento no mundo. Além de responder de forma objetiva aos mais frequentes questionamentos, o autor apresenta de forma clara o que Deus nos revelou sobre Si mesmo e sobre nossa condição humana.

O livro nos mostra também a misericordiosa intervenção de Deus neste mundo através de Seu Filho, a fim de resgatar e restaurar pecadores e um dia acabar com o mal e o sofrimento. Audiolivro “Onde está Deus quando as coisas vão mal?”, do autor John Blanchard, publicado pela Editora Fiel e narrado por Edivânio Silva. Clique no link abaixo, ouça o livro ou faça o download dos capítulos.

http://www.ministeriofiel.com.br/audiobooks/detalhes/20/Onde_Esta_Deus_Quando_as_Coisas_Vao_Mal

Zumbis e o Evangelho | Russell D. Moore

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Uma vez por ano, na cidade onde eu moro agora, há o que é conhecido como um “Zombie Walk“. Nesta noite, as pessoas (normalmente jovens moradores da cidade) se vestem como os “mortos vivos” da tradição de horror e arrastam-se com as mãos estendidas, gemendo, como um enxame, juntos, pelas ruas da cidade. Um jovem cristão que viu isso me disse que era a coisa mais próxima do que ele imaginava ser o inferno.

Eu pensei sobre os “zombie walkers” nesta manhã, enquanto lia um artigo do autor Chuck Klosterman, no New York Times, sobre a razão de os zumbis darem a volta por cima na cultura popular americana. Klosterman argumenta que as histórias de zumbis representam, para muitos americanos contemporâneos, “alegorias para como eles percebem a sua existência no dia-a-dia.”

A grande verdade sobre zumbis, ele argumenta, é que mesmo mortos como eles são, eles continuam vindo. Assim que você “mata” um homem morto, há outro logo atrás dele. “Em outras palavras, matar zumbis é filosoficamente semelhante a ler e eliminar 400 e-mails de trabalho em uma manhã de segunda-feira, ou preencher uma papelada que só gera mais papelada, ou seguir fofocas de Twitter por obrigação, ou realizar tarefas tediosas em que o único risco real é ser consumido pela avalanche”.

Claramente, há algo sobre os zumbis que ressoa com a imaginação popular atual. Não são apenas zumbis retornando em filme de terror, mas eles estão por toda parte na ficção popular, desde romances de guerra apocalíptica de zumbis até as adaptações dos clássicos da ficção com os mortos-vivos (“Orgulho e Preconceito e Zumbis“, baseado na obra “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, é um exemplo). O próximo lançamento dos jogos de vídeo game terá Richard Nixon, entre várias pessoas, como um caçador de zumbis.

Eu acho que há mais do que cenário sobrecarregado descrito por Klosterman. O zumbi representa o que significa sentir-se morto-vivo e, ainda assim, incapaz de parar. Isso é, no fundo, uma condição espiritual, antes de ser sociológica.

Aqueles familiarizados com a história cristã sabem que o pecado humano original trouxe uma sentença de morte. O que muitas vezes não se nota é que essa pena de morte foi radicalmente graciosa. Após se juntar à serpente em sua rebelião contra Deus, o homem e a mulher estavam espiritualmente separados da vida com Deus. Eles foram mortos. Deus os exilou fora do Jardim do Éden não porque ele era maldoso com eles, mas para levá-los para longe do meio designado para manter as suas vidas, a Árvore da Vida. Deus enviou a humanidade pecadora para fora do santuário já que “não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre” (Gênesis 3.22).

Afastados da árvore da vida, a rebelião de Adão e Eva terminaria finalmente em morte. Com o passar de cada geração de pecadores, havia a esperança de um novo começo, um recomeço que viria definitivamente quando uma nova raiz da vida humana surgiu, o Filho nascido de uma virgem, Filho de Eva.

Ao longo da história bíblica, porém, existem aqueles que acham que a morte é o único problema. Os Evangelhos nos falam, por exemplo, daqueles que perguntam a Jesus sobre como a “herdar a vida eterna” (Mateus 19.16; Lucas 10.25). Jesus responde apontando o caminho para a vida. Muitas vezes, deixando seus interlocutores perplexos e decepcionados (Mt 19:21-22; Lc 10:37).

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Essa é a grande questão de todo o evangelho. A boa notícia não é apenas o fugir do fim da existência. Pior que isso é uma vida em curso presa em morte espiritual. Isso não é vida. Viver como uma criatura morta, dirigida por desejos demoníacos (Ef 2:1-3) é mais parecido com um zumbi do que a vida abundante prometida no evangelho. Afinal, em nosso pecado, é isso que nós éramos: cadáveres ambulantes que viviam apenas para alimentar nossos apetites.

Talvez por isso tão poucos são persuadidos pelos nossos apelos para a vida eterna. Para alguns, a própria ideia de vida eterna é a coisa mais desanimadora a se imaginar. E por boas razões. Eles são, como nós estávamos, o mortos-vivos. O evangelho é a promessa da vida eterna, mas só depois da promessa da morte.

Em Cristo, somos, crucificados e sepultados. Nosso corpo morto-vivo é finalmente posto para descansar. E então, em Cristo, somos elevados, não apenas à continuação da vida, mas à “vida nova” (Romanos 6.4), para uma “nova criação” (2 Coríntios 5.17).

Na próxima vez que você vir um romance de zumbis na prateleira da livraria, ou na próxima vez que você passar por um anúncio de algum filme de zumbis sangrentos, pare e ore por aqueles que se sentem como mortos-vivos.

E lembre-se que esta já foi a sua história de vida. Você estava morto para a fonte da vida. Você estava andando por uma força motriz que te consumia mais e mais, e que nunca poderia dar-lhe vida. E não havia fim à vista. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).

Tradução: Rafael Bello | original aqui.

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A tolerância que Jesus não tolera | Kevin DeYoung

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Cristãos não devem ser tolerantes com tudo, uma vez que Deus não o é. Nós podemos respeitar opiniões diferentes e tentar entendê-las, mas não devemos afirmar incondicionalmente e sem avaliação toda crença e comportamento, por que Deus não faz isso. Nós devemos amar o que Deus ama. Foi aí que Éfeso falhou. E devemos odiar o que Deus odiou. Aí que Tiatira falhou.

Das sete cidades de Apocalipse, Tiatira é a menos conhecida, a menos impressionante e a menos importante. E, ainda assim, é a maior carta das sete. Havia muita coisa acontecendo nessa igreja – algumas ruins e outras boas.

Vamos começar com as boas. O verso 19 do capítulo 2 diz: “Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras”. Éfeso foi louvada por suas benfeitorias e seu forte trabalho ético. Tiatira é ainda melhor. Ela tinha os mesmo feitos que Éfeso teve e o amor que faltou a esta. A igreja em Tiatira não era sem virtudes genuínas. Era um grupo unido que amava, servia, cria e perseverava.

Talvez Tiatira fosse o tipo de igreja que você entra e já se sente parte: “Prazer em conhecê-lo. Venha, deixa-me apresentá-lo aos meus amigos. Vou lhe mostrar como você pode participar, usar seus dons, seguir seu ministério. Somos muito gratos de tê-lo conosco.” Era uma igreja que se importava, que se sacrificava e amava.

Essa era a parte boa. E a parte ruim? O amor dela podia ser sem discernimento e cegamente afirmativo. O grande problema de Tiatira era a tolerância. As pessoas de lá toleravam falsos ensinamentos e comportamentos imorais, duas coisas com as quais Deus é ferozmente intolerante. Jesus diz: “você é amorosa de diversas formas, mas a sua tolerância não é amor. É infidelidade.”

O pecado específico de Tiatira era a tolerância com Jezabel. Este não era o nome real da mulher. Mas essa falta profetisa agia como Jezabel – guiando o povo em adultério e em idolatria. Nós não sabemos se sua influência era formal – se ela ia à frente das pessoas e falava esse tipo de coisa enganosa – ou se era informal – em conversas corriqueiras e no “boca a boca”. Contudo, isso estava acontecendo. Essa mulher era um perigo espiritual, como sua xará do Antigo Testamento.

Jezabel foi a filha de Etbaal, rei dos sidônios. Ela adorava Baal e Aserá e levou seu marido Acabe para o mesmo caminho. Foi ela quem planejou matar o inocente Nabote por causa de sua vinha. Ela foi chamada de “maldita” (2 Reis 9.34) e, como punição por sua malícia, eventualmente foi empurrada pela janela, pisoteada por cavalos e comida por cachorros. Ela era uma mulher má, que levou muitos israelitas para o mau caminho.

Jesus disse a Tiatira: “vocês estão permitindo que uma mulher como aquela guie seu povo. Por que vocês a toleram? Não a sigam. Não dialoguem com ela. Não esperem para ver o que vai acontecer. Livrem-se dela… ou eu farei.” Aparentemente, de alguma forma, Deus já a havia alertado para que se arrependesse, mas ela se negou. Então, agora, o Senhor Jesus promete jogá-la na cama doente e fazer com que seus seguidores também sofram, a não ser que se arrependam. “Eu vou atacar mortalmente os seus filhos espirituais”, disse o Senhor. Jesus não está brincando. Isso não é algo secundário, mas um sério pecado digno de morte.

Havia também um pecado arraigado. Havia uma série de cooperativas comerciais em Tiatira. Imagine que você participasse da festaAPT, a Associação de Pedreiros de Tiatira, e, certa noite, a corporação se reunisse para uma festa. Você está sentado em sua mesa, pronto para participar dessa grande celebração com seus amigos e colegas. Então o anfitrião diz algo como: “Que bom que vocês vieram. Que ocasião feliz para a APT. Nós temos uma grande festa preparada para vocês. Mas, antes de começar, nós gostaríamos de reconhecer que o grande deus Zeus, que cuida dos pedreiros, tornou esse jantar possível. Zeus, cuja estátua está ali no canto, nós comemos por você, por sua honra e para adorá-lo. Vamos começar.”

O que você faria nessa situação? Ficaria ou iria embora? O que a sua participação significaria para seus companheiros cristãos, para o mundo e para Deus? Cristãos do mundo antigo não precisavam procurar por idolatria. Ela permeava toda a sua cultura. Não participar desses rituais pagãos chamaria a atenção como um torcedor do Corinthians no Palestra Itália. Essas festas, com sua idolatria e folia sexual, que muitas vezes as seguiam, eram parte normal da vida do mundo Greco-romano. Ficar de fora poderia ser algo social e economicamente desastroso.

Esse é o motivo pelo qual os falsos mestres, como essa Jezabel em Tiatira ou os nicolaítas em Pérgamo, eram tão ouvidos. Eles tornavam o ser cristão em algo muito mais fácil, menos custoso e muito menos contracultural. Mas era um cristianismo diluído e vendito, e Jesus não iria tolerá-lo. Ele iria usar Tiatira como exemplo para mostrar a todas as igrejas que Jesus tem olhos de fogo, puros demais para ver o mal, e pés de bronze polido, santos demais para caminhar entre a maldade. Ele queria que todas as igrejas soubessem que ele é quem perscruta as mentes e corações e que irá punir todo mal não arrependido.

O erro de Jezabel era um pecado sério, arraigado e sutil. Provavelmente ela havia dito às pessoas que os “segredos profundos” não iriam prejudicá-los. Nós não sabemos exatamente o que aprender os chamados segredos profundos de Satanás significava para a igreja. Nós não sabemos se os falsos profetas chamavam eles assim ou se Jesus é quem os está chamando assim. Mas o que está acontecendo é, provavelmente, algum tipo de falso ensinamento que desvalorizava o mundo material. Essa Jezabel poderia estar falando: “O mundo físico não importa. O espiritual é o que conta. Então participem das festas aos ídolos e façam o que vocês quiserem sexualmente. Essas coisas são materiais. Deus não liga para isso”. Ou talvez ela estivesse falando: “Veja, se você é espiritual, então a sua relação com Deus será forte o suficiente para você aguentar as coisas profundas de Satanás. Então vá em frente. Participe das coisas do diabo. Você pode lidar com isso e, além disso, provavelmente aprenderá mais sobre sobre o inimigo durante o processo.” Independentemente do que ela estivesse falando, era uma mentira e estava levando o povo ao pecado. E a igreja era mais tolerante do que Jesus, o que nunca é uma boa ideia.

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Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui

Deuses Falsos | Timothy Keller (Resenha do Livro)

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Tim Keller sabe como contar uma história da Bíblia. À semelhança de seu livro anterior,The Prodigal God [O Deus Pródigo], seu livro mais recente, Deuses Falsos, desenvolve-se ao redor de histórias bíblicas. E cada vez que leio uma dessas histórias, tenho a impressão de estar ouvindo pela primeira vez. Vejo-me perdido na história, antecipando qual poderia ser o seu desfecho. Já tenho o conhecimento exato do que irá acontecer. De alguma forma, porém, Keller me conduz numa viagem em sua companhia enquanto ele conta essas histórias de forma tão vivaz.

Em Deuses Falsos, ele conta a história de Abraão e Isaque, Jacó e Esaú, Jonas e Zaqueu. Cada um destes personagens e sua história de vida são usados para ensinar o leitor sobre a prevalência da idolatria na Bíblia e no coração humano.

O coração humano toma coisas boas como uma carreira de sucesso, amor, bens materiais, e até a família, e faz delas seus bens últimos. Nosso coração as diviniza como se fossem o centro de nossa vida porque achamos que podemos ter significado e proteção, segurança e satisfação se as alcançarmos. (p. 13)  

Desta forma, tudo pode ser um ídolo, e tudo tem sido um ídolo para uma pessoa ou outra. O grande engano é que somos propensos a pensar que apenas as coisas ruins podem ser ídolos. O mal, porém, é muito mais sutil.

Achamos que ídolos são coisas ruins, mas isso nunca é verdade. Quanto maior o bem, maior é a tendência de esperarmos que ele satisfaça nossas necessidades e esperanças mais profundas. Qualquer coisa pode servir como um falso deus, especialmente as melhores coisas da vida. (p. 15)

O que é, então, um ídolo?

É qualquer coisa que seja mais importante que Deus para você, qualquer coisa que absorva o seu coração e imaginação mais que Deus, qualquer coisa que só Deus pode dar. (p. 15)

Se alguma coisa deste mundo é mais fundamental do que Deus para sua felicidade e para que você encontre significado na vida, então ela se tornou um ídolo para você, algo que suplantou Deus em seu coração e suas afeições. Você buscará essa coisa com um abandono e intensidade que devem estar reservados apenas para Deus.

Depois de apresentar a idolatria e seus efeitos na introdução e no primeiro capítulo, Keller usa os capítulos de dois a cinco para considerar os ídolos que exercem um domínio particularmente forte sobre as pessoas em nossos dias, embora talvez sejam ídolos que sempre atraíram o coração dos homens. Ele aborda o amor (e o sexo), o dinheiro, o sucesso e o poder (com particular atenção ao poder político). Após considerar estes ídolos pessoais, ele separa um capítulo para olhar para alguns ídolos culturais e sociais – aqueles que tendem a passar despercebidos por serem tão corriqueiros e normais. Finalmente, ele olha para “o fim dos falsos deuses” e oferece esperança para o idólatra.

Há alguma esperança? Sim, se começarmos a perceber que ídolos não podem simplesmente ser removidos. Precisam ser substituídos. Se você apenas tentar extirpá-los, eles crescerão novamente, mas podem ser suplantados. Pelo quê? Pelo próprio Deus, claro. […] O que precisamos é de um encontro vivo com Deus.” (p. 138)

Keller conduz o assunto em direção ao epílogo, onde oferece palavras que respondem proveitosamente à pergunta “e agora?”. Ao expormos os ídolos, o problema é que percebemos que a maioria dos nossos ídolos são coisas realmente boas, às quais permitimos assumir uma importância excessiva. Nós não queremos jogar fora essas coisas boas! E a solução não é amar menos as coisas boas, mas amar mais a melhor.

Como sempre, Keller é um escritor notável e muito habilidoso. O livro é excelente não só de forma geral, mas também nas partes que o compõem. Mais importante, ele se reporta sempre ao evangelho. Ele nunca deixa o leitor em desespero, mas o encaminha para longe de seus ídolos, em direção Àquele que quebra os ídolos e exige e merece o primeiro lugar em nosso coração.

O caminho a seguir em frente, para longe do desespero, é discernir os ídolos do nosso coração e nossa cultura. Mas isso não será suficiente. A única forma de nos libertarmos da influência destrutiva dos falsos deuses é nos voltarmos para o verdadeiro Deus, o Deus vivo, que se revelou, tanto no Monte Sinai quanto na Cruz, é o único Senhor que, se for encontrado, pode realmente satisfazê-lo; e, se você falhar, ele será o único que poderá realmente perdoá-lo. (p. 21)

Verdadeiramente, o coração humano é uma fábrica de ídolos. Deuses Falsos conduz às Escrituras para ajudar a extirpá-los, volta-se para a Cruz para encontrar o perdão e aponta para o evangelho como o poder para encontrar a liberdade definitiva. É um livro excelente, que espero ler novamente, talvez com um grupo pequeno. É sem dúvida um dos melhores livros que li este ano e o recomendo a você.

Fonte: Challies.com
Original: Book Review – “Counterfeit Gods” by Tim Keller
Tradução: Conexão Conselho Bíblico – http://conselhobiblico.com/
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Ficha Técnica

Autor: Timothy Keller
Título:  Deuses falsos: eles prometem sexo, pode e dinheiro, mas é disso que você precisa?
Título original:  Conterfeit gods: the empty promises of money, sex, and power, and the only hope that matters
Editora: Thomas Nelson Brasil
Páginas: 176
Data de publicação: 2010

Tim Keller é pastor da Reedemer Presbyterian Church, em Nova Iorque. É formado pelo Gordon Conwell Theological Seminary e exerce o pastorado desde 1975. Obteve o seu doutorado pelo Westminster Theological Seminary.

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O Ídolo do Sucesso | Paul David Tripp

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Na presença de seu filho adolescente, escutei um pai dizer: “Você sabe como é ir à igreja e saber que todos estão falando sobre seu filho rebelde e orando por ele? Você sabe como é entrar no culto com todos os olhos voltados para você, sabendo que as pessoas ficam pensando no que está acontecendo e se você e sua esposa estão superando? ”.

Ele continuou. “Isso não é o que deveria acontecer. Nós procuramos fazer fielmente o que Deus nos chamou a fazer como pais, e olhe só onde acabou! Eu pergunto a mim mesmo, se eu soubesse que tudo acabaria desse jeito, será que teríamos decidido ter filhos? Eu não consigo descrever quão desapontado e envergonhado estou. ”

Naquela tarde, com seu filho escutando, aquele pai falou o que muitos pais já sentiram, mas nunca verbalizaram. Nossa tendência é encarar a criação de filhos com expectativas como se tivéssemos garantias inabaláveis. Nós pensamos que se fizermos nossa parte, nossos filhos irão se tornar cidadãos exemplares. Nossa tendência é encarar a criação de filhos com um senso de posse, com um senso de que esses são os nossos filhos e a obediência deles é o nosso direito.

Esses pressupostos pavimentam o caminho para nossa identidade se enrascar em nossos filhos. Começamos a precisar que eles sejam o que eles deveriam ser para que, aí sim, possamos desfrutar de um senso de cumprimento de nosso dever e de sucesso. Começamos a olhar para nossos filhos como nossos troféus ao invés de criaturas de Deus. Secretamente, queremos exibi-los como conquistas de um trabalho bem feito.

Quando eles falham em viver à altura das nossas expectativas, nós não nos vemos tristes com eles e lutando por eles, mas irados contra eles, lutando contra eles e, de fato, tristes conosco mesmos e com nossa perda. Ficamos irados porque eles tiraram algo valioso de nós, algo que passamos a entesourar, algo que começou a governar nossos corações: uma reputação de sucesso.

É tão fácil perder de vista o fato de que são filhos de Deus. Eles não nos pertencem. Eles não nos foram dados para trazer glória a nós, mas a Ele. Nossos filhos são dEle, eles existem através dEle e a glória de suas vidas aponta para Ele. Nós somos apenas agentes para cumprir Seus planos. Nós somos apenas instrumentos em Suas mãos. Nossa identidade está enraizada nEle e Seu chamado a nós, não em nossos filhos ou em nossa performance.

Como pais, nós temos problemas sempre que perdemos de vista essas “realidades verticais”. Quando a criação de filhos é reduzida ao nosso trabalho árduo, à performance de nossos filhos ou à reputação da família, torna-se bem difícil reagir com altruísmo e fidelidade diante do erro de um filho.

As oportunidades dadas por Deus para ministrar transformam-se em confrontação irada e repleta de palavras de julgamento. Ao invés de conduzir mais uma vez nosso filho carente para Cristo, nós iremos castigá-lo com duras palavras. Ao invés de amá-lo, iremos rejeitá-lo. Ao invés de falar palavras de esperança, nós iremos condená-lo. Nossos sentimentos ficarão inundados cada vez mais por nossa própria vergonha, ira e dor ao invés de tristeza sobre a situação de nosso filho diante de Deus.

Quero pedir a você que seja honesto hoje. Examine seu coração. Você tem uma atitude de posse? Será que você está sutilmente governado pela sua reputação? Você está oprimido pela preocupação com aquilo que os outros podem pensar de você e de seu filho? Essas perguntas – não, deixe-me refrasear isso – esses ídolos precisam ser confrontados se quisermos ser os pais que Deus nos chamou para ser.

Então, seja honesto. Confesse suas áreas de idolatria na criação de filhos. Encha-se, porém, de esperança porque Cristo morreu para quebrar a cerviz da nossa idolatria centrada em nós mesmos. Deus quer que tenhamos um coração puro. Seu objetivo é que nossa vida seja moldada por nossa adoração exclusiva a Ele. E, preste atenção nisso: ao mesmo tempo que Deus está trabalhando em seu coração, Ele o enviou para ser Seu embaixador no coração de seu filho.

Tradução: Alexandre Mendes – Original: The Idol of Success
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Guardai-vos dos Ídolos! | Josemar Bessa

Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno. Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Filhinhos, guardem-se dos ídolos.

(1 João 5:19-21)

Vivemos numa cultura de ídolos – Sexo, poder, posição, honra, romance… Ídolos são traficantes de escravos disfarçados como abolicionistas.

(Josemar Bessa)