[Audiobook] Chaves para o Crescimento Espiritual | John MacArthur

livro-chaves-crescimento-espiritual_1Quanto mais contemplo a face de Jesus nas páginas das Escrituras, tanto mais eu creio que, se você seguir as orientações apresentadas neste livro, experimentará crescimento espiritual. E compreenderá a plenitude de tudo que Deus pretende fazer em, com e por meio de você!

John MacArthur, com base em sua vasta experiência ministerial, escreve uma admirável exposição de princípios bíblicos que revela, de modo conclusivo, o propósito do homem neste mundo: entender e praticar o mandado bíblico, comprometendo-se totalmente, agora e para sempre, com a glória de Deus.

O autor prepara os leitores para este compromisso integral, centrado em Deus, apresentando-lhe passos específicos, chaves, a fim de ajudá-los a desenvolver e manter o crescimento espiritual radiante.

O objetivo é uma vida que se concentra e se focaliza em Deus, até que a pessoa seja envolvida e cativada pela majestade divina. MacArthur oferece métodos viáveis para compreendermos esse objetivo e abrirmos o cofre de tesouros espirituais, abundantes, em Cristo.

Glorificar a Deus do modo como Ele deseja; utilizar modelos significativos de oração; recompensa divina de esperança e obediência; o caminho cristão do perdão e do amor – todos os princípios básicos que levam ao crescimento espiritual autêntico são chaves que John MacArthur utiliza.

Clique no link, ouça ou faça download do audiobook gratuitamente:

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A Parábola do Filho Pródigo | Tim Keller

Timothy Keller usa seu estilo filosófico para analisar a mais simples, porém intrigante parábola de Jesus, a “Parábola do Filho Perdido” (Lucas 15: 11-32).

Keller anuncia às pessoas que se referem erroneamente à parábola como “A parábola do filho pródigo”, quando, ao contrário, Jesus não o colocou como o centro dessa narrativa. Pai, irmão mais novo e irmão mais velho são os protagonistas dessa história abrangente, que, segundo o autor, fala de nosso relacionamento com Deus.

Ouça e faça download  dessa pregação completa no link abaixo:

Audiobook | Onde Está Deus Quando as Coisas Vão Mal? | John Blanchard

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Onde está Deus quando os desastres acontecem? Se Deus é amoroso e todo-poderoso, por que Ele não impede o mal e o sofrimento? Muitas pessoas já se perguntaram isso. As lições têm como propósito encarar honestamente o mal e o sofrimento no mundo. Além de responder de forma objetiva aos mais frequentes questionamentos, o autor apresenta de forma clara o que Deus nos revelou sobre Si mesmo e sobre nossa condição humana.

O livro nos mostra também a misericordiosa intervenção de Deus neste mundo através de Seu Filho, a fim de resgatar e restaurar pecadores e um dia acabar com o mal e o sofrimento. Audiolivro “Onde está Deus quando as coisas vão mal?”, do autor John Blanchard, publicado pela Editora Fiel e narrado por Edivânio Silva. Clique no link abaixo, ouça o livro ou faça o download dos capítulos.

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Conheça seu Inimigo (I) | Josaías Jr.

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Eu gosto de séries de TV. E quem me conhece sabe que gosto não apenas de séries, mas de citar as séries, ganhar presentes relacionados a séries, imitar personagens e pior – usá-las de exemplo em sermões, palestras e textos (quando relevante, claro). Dito isso, há uma série inglesa que gosto muito. Chama-se Doctor Who e ela tem uma tradição de popularizar algumas frases marcantes. Uma dessas frases é Don’t Blink (“Não pisque”). A expressão ficou famosa devido a um episódio que apresenta certos personagens com uma habilidade estranha, mas interessante. (É meio viajante, mas por favor, continue lendo). Eles se tornam pedra se alguém estiver os observando. Ficam ali, parados, endurecidos, perdidos no meio do cenário… até que você pisca e eles correm em sua direção.

A frase ficou famosa entre os fãs da série porque o episódio é extremamente tenso. “Don’t Blink! Não pisque! Pisque e você está morto. Não olhe para os lados. Não dê as costas. E não pisque! Boa sorte.” São essas as instruções que o Doutor, o protagonista, dá a seus aliados. E ele sabe que é quase impossível escapar. (Até porque se eu falar para você não piscar, você provavelmente vai sentir vontade de piscar).

Em parte, isso me lembra da maneira como as tentações acontecem em nossa vida. Claro, isso é só uma ilustração. Você não precisa achar todos os pontos idênticos. Mas, o fato é que estamos o tempo todo sendo observados por seres eternos, especialistas em tentar, em mostrar aquilo que queremos, em nos fazer lutar contra a vontade de Deus. Logo, pisque e você está morto. Não olhe para o lado. Não dê as costas. Curioso é que os personagens que se tornam pedra são chamados de Anjos Lamentadores.

Sim, estou usando isso para falar de anjos caídos. Estou falando sobre o nosso inimigo e eu sei que responsabilidade terrível é falar sobre o assunto. Eu mesmo já caí sob o engano dele inúmeras vezes. Eu pisquei, olhei para o lado, dei as costas, perdi o foco, observei coisas mais interessantes, ou mesmo fingi que ele não estava lá. Imagino que você tenha passado por isso também. Algo importante nessa luta diária é conhecer nosso inimigo.  Por isso, acho que o texto de Mateus 4.1-11 é apropriado para tratarmos desse assunto. Não será uma lista extensiva das maneiras como o inimigo nos tenta, mas ele nos apresenta algumas de suas estratégias básicas.

Nessa série, veremos como a tentação de Jesus nos auxilia a enxergar as tentações em nossas vidas e não nos esquecermos de que estamos continuamente em guerra.

Mateus 4.1-11

Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.

Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.

 O Contexto

O evangelho de Mateus tem como característica especial ter sido escrito para judeus. O autor inicia seu livro dizendo que Jesus era filho de Abraão e filho de Davi. Ou seja, ele era tanto herdeiro da promessa para Abraão quanto herdeiro do trono. Ele era o Messias esperado, e aquele que traria cumprimento à promessa de que todos os reinos da terra seriam abençoados. Isso é importantíssimo na leitura do livro e, claro, do relato da tentação.

No capítulo 3, presenciamos o início do ministério de Cristo com seu batismo e a afirmação de Deus de que ele era “meu Filho, em quem me comprazo” (3.17). A seguir, Jesus é levado a um deserto, onde  jejua por 40 dias e 40 noites. Existem alusões ao passado de Israel aqui – como Israel, ele foi chamado a permanecer no deserto. Ele é o novo Israel, a semente de Abraão. E agora ele deve mostrar que é superior ao Antigo povo. O que Jesus faz não é apenas uma questão de santidade pessoal, mas um passo adiante em sua missão e em seu propósito aqui na terra. Ele está cumprindo o que Israel não alcançou.

Nessa situação de debilidade, o diabo surge para tentá-lo e usa três provocações. Temos muito a aprender sobre elas, porque a Bíblia ensina que Jesus foi tentado da mesma maneira que nós (Hb 4.15). Mas pelo fato dele ser tentado, temos a quem recorrer confiantemente.Vejamos então como ele foi provado.

Crise de identidade: “Se és o Filho de Deus…”

O título “Filho de Deus” não faz apenas referência ao fato de Jesus ser Deus Filho. Ele também remete a personagens bíblicos que ocuparam esse papel de “Filho de Deus”. Primeiro, a Adão, cujo único pai era Deus. Lucas enfatiza isso ao incluir “Deus” como descendente de Adão em sua genealogia (Lc 3.38). Segundo, remete a Israel, que é chamado de filho várias vezes durante o Antigo Testamento – “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11.1). Terceiro, remete a Davi e aos reis de Israel, que eram chamados filhos de Deus (como o Salmo 2, ensina por exemplo). O leitor judeu sabia o que significava o Senhor Deus chamar alguém de “meu Filho”. E o diabo também.

Segundo Russell Moore, a tentação do diabo questionava a identidade de Jesus. Ele deveria mostrar quem ele era realizando um milagre e satisfazendo sua fome. Já Octavius Winslow enfatiza a falta de confiança na providência divina. Podemos dizer que os dois estão certos – em última análise, você é quem você é e está onde está pela providência de Deus.

Note que, em si, não há nada de errado com aquilo que o diabo pede. Jesus era o Filho de Deus, Jesus realizou milagres e Jesus até foi chamado de glutão. A questão não era realizar o milagre ou comer – mas fazer isso naquela situação e por motivações erradas. Usar sua autoridade, seu nome, sua posição para sair do propósito de Deus.

Enquanto o propósito do jejum era humilhar Jesus e torná-lo totalmente dependente da providência divina, o propósito do milagre proposto pelo diabo era exaltar-se e depender somente da própria força. Basicamente dizia: “Se és Filho de Deus, demonstra sua filiação, negando que depende do seu Pai”.

Boa parte dos nossos pecados envolvem uma crise de identidade e falta de confiança na providência divina. Não aceitamos ser quem Deus diz quem somos ou não queremos o lugar em que ele nos colocou. Pecamos porque (1) desejamos ser quem não somos (como um garoto que fantasia com a garota que não é sua esposa ou Israel querendo voltar para o Egito ou Adão desejando ser igual a Deus); (2) porque negamos quem somos (Pedro é o exemplo clássico ao negar ser discípulo de Cristo ou uma menina que mente sobre sua posição social ou um pai que não assume responsabilidade).

Boa parte dos nossos pecados envolvem uma crise de identidade e falta de confiança na providência divina.

O pecado acontece em nossas vidas quando negamos que somos imagem de Deus, feitos para refletir a glória dele, quando não desejamos ser filhos de Deus, adotados para sermos santos como ele é santo e quando abusamos da graça de Deus, sabendo que Cristo pagou o preço por nossos pecados.

Jesus lembrou Satanás que um filho não deveria ser dependente apenas de pão, mas do alimento espiritual que vem de Deus. Jesus era Filho, era Rei, mas estava debaixo de uma autoridade maior naquele momento. E ele não desejava nada além daquilo. Ele não seria como Adão que tentou ser Deus, Ele não seria como Israel que negou ser Israel e queria ser Egito, Ele não seria como Davi que não aceitou as esposas que já tinha e foi atrás de Bate-Seba.

E conosco? Em quem está nossa identidade? Quem é nosso provedor? Quem desejamos ser? Em que posição desejamos estar? Veja – esta não é uma palavra contra objetivos ou contra aspirações. É uma palavra sobre enganar a si mesmo a respeito de quem somos, de onde estamos, e em quem confiamos. É uma palavra contra ingratidão, contra a falta de confiança, contra a mentira. Não somos nós que realizamos milagres, não somos nós que nem mesmo colocamos comida em nossas mesas. É o nosso Pai. O quanto confiamos nele? Ou a Palavra que vem dele não é o suficiente? Quando pecamos, temos a insolência de ser como a serpente e dizer “É assim que Deus disse?” (Gênesis 3.1). Negamos o pão e a providência do Senhor.

O mais irônico é que se Jesus provasse ser filho de Deus nos termos de Satanás, ele provaria ser, na verdade, filho do diabo. Ele nada teria a ver com Deus. Que o Espírito Santo nos livre desse caminho.

Visite: Reforma 21

George Müller | Apóstolo da fé (1805-1898)

“Pela fé, Abel… Pela fé, Noé… Pela fé, Abraão…” Assim é que o Espírito Santo conta as incríveis proezas que Deus fez por intermédio dos homens que ousavam confiar unicamente nele. Foi no século XIX que Deus acrescentou o seguinte a essa lista:

“Pela fé, George Müller levantou orfanatos, alimentou milhares de órfãos, pregou a milhões de ouvintes em redor do globo e ganhou multidões de almas para Cristo”. […]

Certo pregador, pouco tempo antes da morte de George Müller, perguntou-lhe se orava muito. A resposta foi esta: “Algumas horas todos os dias. E ainda, vivo no espírito de oração; oro enquanto ando, enquanto deitado e quando me levanto. Estou constantemente recebendo respostas. Uma vez persuadido de que certa coisa é justa, continuo a orar até a receber. Nunca deixo de orar!… Milhares de almas têm sido salvas em respostas às minhas orações… Espero encontrar dezenas de milhares delas no Céu… O grande ponto é nunca cansar de orar antes de receber a resposta. Tenho orado 52 anos, diariamente, por dois homens, filhos dum amigo da minha mocidade. Não são ainda converti­dos, porém, espero que o venham a ser. – Como pode ser de outra forma? Há promessas inabaláveis de Deus e sobre elas eu descanso”.

Ouça a respeito da vida desse homem verdadeiramente piedoso, no vídeo abaixo. Trecho do livro “Heróis da Fé”, de Orlando Spencer Boyer.

Idolatria na Adoração | Bob Kauflin

Microphone

Qual é o maior obstáculo para você ao adorar a Deus junto com a igreja?

Posso pensar em várias respostas possíveis: nosso líder de música não tem muita experiência. A liturgia é muito engessada. A banda é muito ruim. O pregador é muito desanimado. Nossa igreja é muito pequena. Ou, nossa igreja é muito grande.

Embora eu não queira minimizar a importância de planejamento fiel, habilidade musical e liderança sábia, nosso grande problema quando falamos de adorar a Deus não é externo a nós, mas está em nossos próprios corações. É o problema da idolatria.

Qualquer outra coisa além de Jesus

“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”, disse João ao encerrar sua primeira carta. Em outras palavras, não busque em qualquer outra coisa além da glória de Deus em Cristo a fonte de sua maior alegria, mais profunda satisfação e maior autoridade.

A idolatria pode estar em ação em meu coração mesmo quando estou reunido com o resto da igreja. Sempre que penso que não posso me encontrar com Deus a não ser que “x” esteja presente, estou afirmando algo muito profundo. Se “x” é qualquer coisa além de Jesus Cristo e seu Espírito Santo, estou me movendo em território idólatra.

É claro, Deus usa meios para se revelar. Nós o encontramos por meio de sua palavra lida e pregada, pela Santa Ceia, na comunhão uns com os outros e em nossas canções e orações. Mas quando fazemos desses meios – ou, mais especificamente, a execução desses meios – a base para nossa comunhão com Deus, acabamos de adicionar uma barreira desnecessária para encontrá-lo. Nós comparecemos à assembleia dos santos como consumidores e juízes idólatras, ao invés de servos e recebedores agradecidos.

Nossos ídolos nos cultos de Domingo

Quais são alguns dos ídolos que talvez enfrentamos nos Domingos? Aqui estão alguns que me vêm à mente.

Excelência musical

É fácil ser distraído por execuções desleixadas, músicas simplistas, guitarras e vocalistas desafinados, bateristas fora de ritmo ou uma mesa de som desregulada. É por isso que habilidade musical é um mandamento bíblico (Salmo 33.3). Mas ao invés de apenas criticar internamente o que está acontecendo, eu posso pensar que Deus usa as coisas tolas desse mundo para confundir as sábias (1 Coríntios 1.20-31). Eu posso me lembrar que Jesus aperfeiçoa todas as nossas ofertas de adoração por meio de seu sacrifício definitivo (1 Pedro 2.5), e que mesmo a apresentação mais brilhante é insuficiente em si mesma para merecer o favor de Deus. Pode ser útil também conversar com o responsável após o culto para comunicar, de forma humilde, o que você tem ouvido onde você se senta.

Preferência musical

Nossos líderes nem sempre escolhem as músicas do nosso iPod. E eles não deveriam. A melhor música para a congregação serve tanto à letra quanto à unidade da congregação, não aos nossos gostos e desgostos pessoais. Nenhuma música deveria nos impedir de glorificar nosso Redentor. Nós nos reunimos com o corpo para edificarmos uns aos outros. Eu dou mais glória a Deus ao me regozijar quando os outros membros da igreja estão sendo edificadas por uma música, mesmo que não seja uma das minhas preferidas.

Habilidade homilética

Quem nos dera que todo pregador fosse tão bem treinado, dotado e hábil como alguns dos pregadores mais conhecidos de nossos tempos. Mas não são. Mas, desde que estejam pregando o evangelho e buscando comunicar a palavra de Deus fielmente, eles estão obedecendo a Deus – e nós podemos nos regozijar nisso (2 Timóteo 4.2). Como o avô de Charles Spurgeon disse certa vez, alguém pode pregar melhor o evangelho, mas ninguém prega um evangelho melhor. Seja resoluto em encorajar e agradecer o pregador da sua igreja.

Criatividade

Criatividade nunca deve ser o objetivo da nossa adoração. Deve ser apenas um meio para o fim de demonstrar e enxergar a glória de Cristo mais claramente. Novas formas ou meios de comunicação podem nos dar uma perspectiva diferente, de forma que a verdade tenha um impacto maior em nós. Mas se estamos preocupados porque nossa adoração comunitária não é legal, hipster, ou surpreendente o suficiente, precisamos nos lembrar que o evangelho de Cristo é sempre uma novidade – e a melhor novidade que poderíamos ouvir.

Experiências

Todos amam “experiências de adoração” com Deus. Mas o objetivo do povo de Deus ao se reunir não é simplesmente de sentir borboletas no estômago, mas ver e lembrar de algo com verdadeira afeição. Esse “algo” é a palavra, as obras e a glória de Deus, especialmente no que ele revelou de si mesmo em Jesus Cristo (2 Coríntios 4.6). Se eu busco apenas arrepios ou picos de emoção durante um culto, Deus se torna simplesmente mais uma das numerosas opções que eu posso escolher.

Liturgia

Formas e práticas são significativas quando nos reunimos como povo de Deus par adorá-lo. Nossas reuniões refletem e modelam nossas crenças. Mas não há qualquer “perfeccionismo litúrgico” que possamos alcançar que jamais fará nossa adoração mais aceitável pra Deus do que ela já é em Jesus. Nosso objetivo é fazer por meio da fé o que aumente a glória de Cristo mais efetivamente e de forma mais fiel à Escritura. Nós podemos e devemos usar elementos e proposições bíblicas na adoração comunitária. Mas a liturgia deve nos servir, não nos governar. Como Deus viu por bem dar liberdade na forma, nós também deveríamos.

Toda vez que nos reunimos, é uma oportunidade de glorificar a graça de Deus revelada a nós em nosso Salvador crucificado e ressurreto. Não deixemos os ídolos nos impedirem de nos regozijarmos na alegria inexprimível de que nossos pecados foram perdoados e fomos reconciliados com Deus.

Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

A tolerância que Jesus não tolera | Kevin DeYoung

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Cristãos não devem ser tolerantes com tudo, uma vez que Deus não o é. Nós podemos respeitar opiniões diferentes e tentar entendê-las, mas não devemos afirmar incondicionalmente e sem avaliação toda crença e comportamento, por que Deus não faz isso. Nós devemos amar o que Deus ama. Foi aí que Éfeso falhou. E devemos odiar o que Deus odiou. Aí que Tiatira falhou.

Das sete cidades de Apocalipse, Tiatira é a menos conhecida, a menos impressionante e a menos importante. E, ainda assim, é a maior carta das sete. Havia muita coisa acontecendo nessa igreja – algumas ruins e outras boas.

Vamos começar com as boas. O verso 19 do capítulo 2 diz: “Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras”. Éfeso foi louvada por suas benfeitorias e seu forte trabalho ético. Tiatira é ainda melhor. Ela tinha os mesmo feitos que Éfeso teve e o amor que faltou a esta. A igreja em Tiatira não era sem virtudes genuínas. Era um grupo unido que amava, servia, cria e perseverava.

Talvez Tiatira fosse o tipo de igreja que você entra e já se sente parte: “Prazer em conhecê-lo. Venha, deixa-me apresentá-lo aos meus amigos. Vou lhe mostrar como você pode participar, usar seus dons, seguir seu ministério. Somos muito gratos de tê-lo conosco.” Era uma igreja que se importava, que se sacrificava e amava.

Essa era a parte boa. E a parte ruim? O amor dela podia ser sem discernimento e cegamente afirmativo. O grande problema de Tiatira era a tolerância. As pessoas de lá toleravam falsos ensinamentos e comportamentos imorais, duas coisas com as quais Deus é ferozmente intolerante. Jesus diz: “você é amorosa de diversas formas, mas a sua tolerância não é amor. É infidelidade.”

O pecado específico de Tiatira era a tolerância com Jezabel. Este não era o nome real da mulher. Mas essa falta profetisa agia como Jezabel – guiando o povo em adultério e em idolatria. Nós não sabemos se sua influência era formal – se ela ia à frente das pessoas e falava esse tipo de coisa enganosa – ou se era informal – em conversas corriqueiras e no “boca a boca”. Contudo, isso estava acontecendo. Essa mulher era um perigo espiritual, como sua xará do Antigo Testamento.

Jezabel foi a filha de Etbaal, rei dos sidônios. Ela adorava Baal e Aserá e levou seu marido Acabe para o mesmo caminho. Foi ela quem planejou matar o inocente Nabote por causa de sua vinha. Ela foi chamada de “maldita” (2 Reis 9.34) e, como punição por sua malícia, eventualmente foi empurrada pela janela, pisoteada por cavalos e comida por cachorros. Ela era uma mulher má, que levou muitos israelitas para o mau caminho.

Jesus disse a Tiatira: “vocês estão permitindo que uma mulher como aquela guie seu povo. Por que vocês a toleram? Não a sigam. Não dialoguem com ela. Não esperem para ver o que vai acontecer. Livrem-se dela… ou eu farei.” Aparentemente, de alguma forma, Deus já a havia alertado para que se arrependesse, mas ela se negou. Então, agora, o Senhor Jesus promete jogá-la na cama doente e fazer com que seus seguidores também sofram, a não ser que se arrependam. “Eu vou atacar mortalmente os seus filhos espirituais”, disse o Senhor. Jesus não está brincando. Isso não é algo secundário, mas um sério pecado digno de morte.

Havia também um pecado arraigado. Havia uma série de cooperativas comerciais em Tiatira. Imagine que você participasse da festaAPT, a Associação de Pedreiros de Tiatira, e, certa noite, a corporação se reunisse para uma festa. Você está sentado em sua mesa, pronto para participar dessa grande celebração com seus amigos e colegas. Então o anfitrião diz algo como: “Que bom que vocês vieram. Que ocasião feliz para a APT. Nós temos uma grande festa preparada para vocês. Mas, antes de começar, nós gostaríamos de reconhecer que o grande deus Zeus, que cuida dos pedreiros, tornou esse jantar possível. Zeus, cuja estátua está ali no canto, nós comemos por você, por sua honra e para adorá-lo. Vamos começar.”

O que você faria nessa situação? Ficaria ou iria embora? O que a sua participação significaria para seus companheiros cristãos, para o mundo e para Deus? Cristãos do mundo antigo não precisavam procurar por idolatria. Ela permeava toda a sua cultura. Não participar desses rituais pagãos chamaria a atenção como um torcedor do Corinthians no Palestra Itália. Essas festas, com sua idolatria e folia sexual, que muitas vezes as seguiam, eram parte normal da vida do mundo Greco-romano. Ficar de fora poderia ser algo social e economicamente desastroso.

Esse é o motivo pelo qual os falsos mestres, como essa Jezabel em Tiatira ou os nicolaítas em Pérgamo, eram tão ouvidos. Eles tornavam o ser cristão em algo muito mais fácil, menos custoso e muito menos contracultural. Mas era um cristianismo diluído e vendito, e Jesus não iria tolerá-lo. Ele iria usar Tiatira como exemplo para mostrar a todas as igrejas que Jesus tem olhos de fogo, puros demais para ver o mal, e pés de bronze polido, santos demais para caminhar entre a maldade. Ele queria que todas as igrejas soubessem que ele é quem perscruta as mentes e corações e que irá punir todo mal não arrependido.

O erro de Jezabel era um pecado sério, arraigado e sutil. Provavelmente ela havia dito às pessoas que os “segredos profundos” não iriam prejudicá-los. Nós não sabemos exatamente o que aprender os chamados segredos profundos de Satanás significava para a igreja. Nós não sabemos se os falsos profetas chamavam eles assim ou se Jesus é quem os está chamando assim. Mas o que está acontecendo é, provavelmente, algum tipo de falso ensinamento que desvalorizava o mundo material. Essa Jezabel poderia estar falando: “O mundo físico não importa. O espiritual é o que conta. Então participem das festas aos ídolos e façam o que vocês quiserem sexualmente. Essas coisas são materiais. Deus não liga para isso”. Ou talvez ela estivesse falando: “Veja, se você é espiritual, então a sua relação com Deus será forte o suficiente para você aguentar as coisas profundas de Satanás. Então vá em frente. Participe das coisas do diabo. Você pode lidar com isso e, além disso, provavelmente aprenderá mais sobre sobre o inimigo durante o processo.” Independentemente do que ela estivesse falando, era uma mentira e estava levando o povo ao pecado. E a igreja era mais tolerante do que Jesus, o que nunca é uma boa ideia.

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Traduzido por Victor Bimbato | Reforma21.org | Original aqui