[Audiobook] Chaves para o Crescimento Espiritual | John MacArthur

livro-chaves-crescimento-espiritual_1Quanto mais contemplo a face de Jesus nas páginas das Escrituras, tanto mais eu creio que, se você seguir as orientações apresentadas neste livro, experimentará crescimento espiritual. E compreenderá a plenitude de tudo que Deus pretende fazer em, com e por meio de você!

John MacArthur, com base em sua vasta experiência ministerial, escreve uma admirável exposição de princípios bíblicos que revela, de modo conclusivo, o propósito do homem neste mundo: entender e praticar o mandado bíblico, comprometendo-se totalmente, agora e para sempre, com a glória de Deus.

O autor prepara os leitores para este compromisso integral, centrado em Deus, apresentando-lhe passos específicos, chaves, a fim de ajudá-los a desenvolver e manter o crescimento espiritual radiante.

O objetivo é uma vida que se concentra e se focaliza em Deus, até que a pessoa seja envolvida e cativada pela majestade divina. MacArthur oferece métodos viáveis para compreendermos esse objetivo e abrirmos o cofre de tesouros espirituais, abundantes, em Cristo.

Glorificar a Deus do modo como Ele deseja; utilizar modelos significativos de oração; recompensa divina de esperança e obediência; o caminho cristão do perdão e do amor – todos os princípios básicos que levam ao crescimento espiritual autêntico são chaves que John MacArthur utiliza.

Clique no link, ouça ou faça download do audiobook gratuitamente:

http://www.ministeriofiel.com.br/audiobooks/detalhes/17/Chaves_para_o_Crescimento_Espiritual

Zumbis e o Evangelho | Russell D. Moore

1361133591

Uma vez por ano, na cidade onde eu moro agora, há o que é conhecido como um “Zombie Walk“. Nesta noite, as pessoas (normalmente jovens moradores da cidade) se vestem como os “mortos vivos” da tradição de horror e arrastam-se com as mãos estendidas, gemendo, como um enxame, juntos, pelas ruas da cidade. Um jovem cristão que viu isso me disse que era a coisa mais próxima do que ele imaginava ser o inferno.

Eu pensei sobre os “zombie walkers” nesta manhã, enquanto lia um artigo do autor Chuck Klosterman, no New York Times, sobre a razão de os zumbis darem a volta por cima na cultura popular americana. Klosterman argumenta que as histórias de zumbis representam, para muitos americanos contemporâneos, “alegorias para como eles percebem a sua existência no dia-a-dia.”

A grande verdade sobre zumbis, ele argumenta, é que mesmo mortos como eles são, eles continuam vindo. Assim que você “mata” um homem morto, há outro logo atrás dele. “Em outras palavras, matar zumbis é filosoficamente semelhante a ler e eliminar 400 e-mails de trabalho em uma manhã de segunda-feira, ou preencher uma papelada que só gera mais papelada, ou seguir fofocas de Twitter por obrigação, ou realizar tarefas tediosas em que o único risco real é ser consumido pela avalanche”.

Claramente, há algo sobre os zumbis que ressoa com a imaginação popular atual. Não são apenas zumbis retornando em filme de terror, mas eles estão por toda parte na ficção popular, desde romances de guerra apocalíptica de zumbis até as adaptações dos clássicos da ficção com os mortos-vivos (“Orgulho e Preconceito e Zumbis“, baseado na obra “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, é um exemplo). O próximo lançamento dos jogos de vídeo game terá Richard Nixon, entre várias pessoas, como um caçador de zumbis.

Eu acho que há mais do que cenário sobrecarregado descrito por Klosterman. O zumbi representa o que significa sentir-se morto-vivo e, ainda assim, incapaz de parar. Isso é, no fundo, uma condição espiritual, antes de ser sociológica.

Aqueles familiarizados com a história cristã sabem que o pecado humano original trouxe uma sentença de morte. O que muitas vezes não se nota é que essa pena de morte foi radicalmente graciosa. Após se juntar à serpente em sua rebelião contra Deus, o homem e a mulher estavam espiritualmente separados da vida com Deus. Eles foram mortos. Deus os exilou fora do Jardim do Éden não porque ele era maldoso com eles, mas para levá-los para longe do meio designado para manter as suas vidas, a Árvore da Vida. Deus enviou a humanidade pecadora para fora do santuário já que “não se deve, pois, permitir que ele tome também do fruto da árvore da vida e o coma, e viva para sempre” (Gênesis 3.22).

Afastados da árvore da vida, a rebelião de Adão e Eva terminaria finalmente em morte. Com o passar de cada geração de pecadores, havia a esperança de um novo começo, um recomeço que viria definitivamente quando uma nova raiz da vida humana surgiu, o Filho nascido de uma virgem, Filho de Eva.

Ao longo da história bíblica, porém, existem aqueles que acham que a morte é o único problema. Os Evangelhos nos falam, por exemplo, daqueles que perguntam a Jesus sobre como a “herdar a vida eterna” (Mateus 19.16; Lucas 10.25). Jesus responde apontando o caminho para a vida. Muitas vezes, deixando seus interlocutores perplexos e decepcionados (Mt 19:21-22; Lc 10:37).

fear-the-walking-dead-episode (2)
Essa é a grande questão de todo o evangelho. A boa notícia não é apenas o fugir do fim da existência. Pior que isso é uma vida em curso presa em morte espiritual. Isso não é vida. Viver como uma criatura morta, dirigida por desejos demoníacos (Ef 2:1-3) é mais parecido com um zumbi do que a vida abundante prometida no evangelho. Afinal, em nosso pecado, é isso que nós éramos: cadáveres ambulantes que viviam apenas para alimentar nossos apetites.

Talvez por isso tão poucos são persuadidos pelos nossos apelos para a vida eterna. Para alguns, a própria ideia de vida eterna é a coisa mais desanimadora a se imaginar. E por boas razões. Eles são, como nós estávamos, o mortos-vivos. O evangelho é a promessa da vida eterna, mas só depois da promessa da morte.

Em Cristo, somos, crucificados e sepultados. Nosso corpo morto-vivo é finalmente posto para descansar. E então, em Cristo, somos elevados, não apenas à continuação da vida, mas à “vida nova” (Romanos 6.4), para uma “nova criação” (2 Coríntios 5.17).

Na próxima vez que você vir um romance de zumbis na prateleira da livraria, ou na próxima vez que você passar por um anúncio de algum filme de zumbis sangrentos, pare e ore por aqueles que se sentem como mortos-vivos.

E lembre-se que esta já foi a sua história de vida. Você estava morto para a fonte da vida. Você estava andando por uma força motriz que te consumia mais e mais, e que nunca poderia dar-lhe vida. E não havia fim à vista. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).

Tradução: Rafael Bello | original aqui.

Visite: http://reforma21.org/

Crer é Também Pensar | John Stott (Resenha do Livro)

crer também é pensar

John Stott é um líder cristão, muito conhecido por suas obras teológicas e pastorais. Escritor, pregador e evangelista, temos editadas em português várias de suas obras, entre elas Cristianismo Básico, Ouça o Espírito, Ouça o Mundo, Mentalidade Cristã e vários comentários bíblicos da famosa série A Bíblia Fala Hoje, como A Mensagem de Gálatas, Contracultura Cristã, Tu, Porém.

Stott serviu como pastor da Igreja Anglicana All Souls no centro de Londres, como capelão honorário da rainha Elizabeth, líder da Aliança Evangélica Britânica. Foi preletor do Congresso de Evangelização Mundial em Lausanne, na Suiça em 1974 e posteriormente serviu como membro do comitê do movimento de Lausanne.

Stott já esteve várias vezes na América Latina e foi um dos incentivadores na fundação da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL). Sua influência na formação de líderes latino americanos foi muito mais além do que seus livros. Hoje a fundação John Stott provê livros e material acadêmico aos pastores do Terceiro Mundo, financiando bolsas de estudos e pesquisa.

O livro escolhido para ser resenhado foi publicado por John Stott na Inglaterra pela Inter-Varsity Press, em 1972. Com o seguinte título, Your Mind Matters, algo como “sua mente tem importância”. Já no título ele apresenta sua tese principal. A importância da mente racional na fé cristã.

O primeiro capítulo, Cristianismo de Mente Vazia, Stott desafia a tendência anti-intelectual de muitos crentes. Baseados na filosofia secular do pragmatismo de muitos crentes que abandonam a doutrina em busca da prática. Stott critica esses crentes afirmando que toda boa doutrina é sempre acompanhada de um ensino prático. Ele cita três grupos que fazem isto: os católicos (e acrescento, muitos evangélicos) que ritualizam sua relação com Deus, mecanizando sua relação com Deus. O segundo grupo, os cristãos radicais que concentram suas energias na ação social e na preocupação ecumênica. Se bem que este grupo seja (ainda) pequeno no evangelicalismo brasileiro, é uma postura bastante comum entre os crentes britânicos. Sua luta social esconde uma ignorância e desprezo pela doutrina. O terceiro grupo alistado por Stott, são os crentes pentecostais. (esses nós temos de sobra!). a busca incessante dos pentecostais por experiências com Deus, os leva, geralmente, a colocar o subjetivismo e o emocionalismo acima da doutrina bíblica.

Para Stott “ são válvulas de escape para fugir à responsabilidade, dada por Deus, do uso cristão de nossas mentes”.

O segundo capítulo, Por que usar nossas mentes?. John Stott apresenta sua defesa contra a postura vazia dos ignorantes. Parte do mandato evangelístico que Cristo nos deixou. O evangelho deve ser proclamado utilizando a razão humana. A motivação para isto, Stott encontra na Criação. O ser humano foi criado por Deus, um ser racional. Mesmo que esta racionalidade tenha sido maculada pela Queda, ainda assim, Deus se manifestou ao ser humano em categorias racionais.

Segundo suas palavras: “É certo que alguns chegaram à conclusão oposta. Já que o homem é finito e decaído, argumentam, já que não pode descobrir a Deus através de sua mente, tendo Deus que se revelar por Si, então a mente não é importante. Mas não! A doutrina cristã da revelação, ao invés de fazer da mente algo desnecessário, na verdade a torna indispensável e a coloca no seu devido lugar. Deus se revelou por intermédio de palavras às mentes humanas [1]. Sua revelação racional a criaturas racionais. Nosso dever é receber sua mensagem, submetermo-nos a ela, esforçando-nos por compreendê-la e relacionarmo-la com o mundo que vivemos.”

O terceiro capítulo, a mente na vida cristã, o pastor John Stott apresenta “os modos segundo os quais Deus deseja que usemos nossas mentes”. Ele alista seis áreas da vida cristã.

Stott define a fé como “uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta com o fato que Deus é digno de todo crédito”. A fé é um ato de pensar.

Ele fala do culto cristão, lugar onde a mente do crente deve estar ativa e empenhada em produzir frutos. A fé é alistada logo em seguida. E Stott define a fé como “uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta com o fato que Deus é digno de todo crédito”. A fé é uma ato de pensar.

Depois, ele alista a terceira área da vida cristã. A busca da santidade. Interessante a definição de Stott para santo. Ser aquilo que Deus deseja que sejamos. E não basta apenas saber o que deveríamos ser, entretanto, temos que ir mais além. Resolvendo em nossas mentes, a alcançá-lo.

A quarta característica, as escolhas que temos fazer como cristãos. Stott fala sobre a responsabilidade do crente conhecer a vontade de Deus. então, ela apresenta uma distinção que é bem típica de sua teologia. Existe uma vontade de Deus geral e outra particular. No comentário de Efésios, também publicado pela ABU editora, ele expande mais este pensamento. Deus nos escolheu para sermos conforme à imagem de Jesus (Rm 8:29), esta é a vontade geral. No caso da particular, Deus nos orienta a fazer as escolhas certas. Para cada situação específica. E como a Bíblia não é um livro de receitas, mas um livro de princípios, o crente deve usar a sua mente para discernir o melhor caminho para sua vida.

O quinto exemplo apresentado tem haver com a evangelização. Stott lembra-nos que a apresentação do evangelho deve ter um conteúdo sólido. A mensagem cristã não deve ser baseada no emocionalismo, mas deve ser profunda. Stott se baseia em Paulo para afirmar que nossa mensagem alcança o intelecto do homem. Em seguida ele nos apresenta a tese de que a conversão, é uma conversão a uma verdade. Uma proposição intelectual.

O sexto e último exemplo são os ministérios e seus dons. Parece-me que para muitos crentes hoje em dia, falar em dons espirituais nada tem haver com o uso da mente. Mas, Stott acredita que sim. Os dons espirituais não excluem o uso da nossa mente. O ministério cristão é essencialmente de ensino, e este ensino que fundamenta a nossa fé vem como capacitação espiritual e sobrenatural.

O último capítulo, 4, entitulado Aplicando o Nosso Conhecimento, é a conclusão deste (grande) pequeno livro. Stott apresenta um resumo do que ele vinha falando até então e nos desafia a aplicar o que aprendemos com ele nesta (curta, porém profunda) caminhada. Este conhecimento deve nos conduzir a certas atitudes. Stott apresenta 4.

O conhecimento deve conduzir-nos a adoração, à fé, à santidade e ao amor. E ele conclui dizendo:

“O conhecimento é indispensável à vida e ao serviço cristãos. Se não usamos a mente que Deus nos deu, condenamo-nos à superficialidade espiritual, impedindo-nos de alcançar muitas riquezas da graça de Deus. Ao mesmo tempo, o conhecimento nos é dado para ser usado, para nos levar a cultuar melhor a Deus, nos conduzir a uma fé maior, a uma santidade mais profunda, a um melhor serviço. Não é de menos conhecimento que precisamos, mas sim de mais conhecimento, desde que o apliquemos em nossa vida”.

STOTT, John R. W. Crer é também Pensar. A importância da mente cristã. Trad. Milton Azevedo Andrade. Sexta impressão. ABU Editora. São Paulo, SP. 1994.

Adquira o livro clicando nesse link: goo.gl/sa79Ta

Resenhado por Isaias Lobão P. Jr.

Visite: monergismo.com

O Ídolo do Controle | Paul Tripp

car-keys-wallpaper_2038359728

Estou grandemente convencido de que há apenas dois estilos de vida a serem seguidos:

1) Confiando em Deus e vivendo em submissão à vontade dEle e sua Lei, ou

2) Tentando ser Deus.

Poucas pessoas vivem um meio termo entre esses dois caminhos. Como pecadores, parecemos estar melhores com a segunda opção do que com a primeira.

Esta dinâmica espiritual atinge diretamente o modo como criamos nossos filhos. Uma criação de filhos bem-sucedida está relacionada a uma ‘perda de controle’ justa e ordenada por Deus. O objetivo de sermos pais é o de ensinar nossos filhos, que uma vez foram totalmente dependentes, a serem independentes, pessoas maduras que confiam em Deus, tenham um bom relacionamento com a comunidade Cristã e finalmente, sejam capazes de andar com os próprios pés.

Nos primeiros anos da criação dos filhos, estamos no controle de tudo, e mesmo que reclamando do estresse que isso causa, gostamos de ter o poder! São poucas as situações em que a criança escolhe o que fazer, exceto no que diz respeito às necessidades físicas básicas. Nós escolhemos a comida deles, a hora de dormir, a forma deles se exercitarem, o que eles veem e ouvem, aonde irão, quem são seus amigos, e certamente essa lista pode continuar a crescer.

Entretanto, a verdade é que desde o primeiro dia de vida, nossas crianças estão crescendo independentes. O bebê que antes não conseguia rolar sem ajuda, agora pode engatinhar até o banheiro sem permissão e desenrolar todo o papel higiênico! Essa mesma criança em breve estará saindo de casa, dirigindo para lugares onde estarão bem longe do alcance dos pais.

Quantos pais têm tido problemas com os amigos que seus filhos escolheram? Sim, a escolha de companhias é um problema sério, mas é também o lugar onde podemos entregar o controle a uma criança em amadurecimento. A finalidade da criação de filhos não é reter um controle absoluto sobre nossas crianças com a intenção de garantir a segurança deles e a nossa sanidade. Apenas Deus é capaz de exercer esse tipo de controle.

Ao invés disso, a finalidade é a de ser usado por Ele para inculcar em nossas crianças um autocontrole em constante amadurecimento por meio dos princípios da Palavra, e permitir-lhes exercer círculos cada vez mais amplos de escolha, controle e independência.

Como conselheiro e pastor, frequentemente, trabalhei com pais que queriam voltar no tempo. Eles achavam que sua única esperança era voltar aos primeiros dias, os dias de total controle. Eles tentaram tratar seus adolescentes como crianças pequenas. Eles acabaram se tornando mais parecidos com carcereiros do que com pais, e se esqueceram de ministrar o Evangelho, que era a única esperança nos momentos cruciais de dificuldades.

É vital nos lembrarmos de três verdades do Evangelho relacionadas a esses problemas na criação dos filhos:

1) Não há situação que não esteja sob controle porque Cristo domina sobre todas as coisas para o bem da igreja. (Efésios 1:22)

 2) Não só a situação está sob controle, mas Deus está trabalhando para o bem daqueles a quem Ele prometeu. (Romanos 8:28). Então eu não preciso controlar todos os desejos, pensamentos e ações do meu filho em amadurecimento. Em cada situação, ele ou ela está sob o soberano controle de Cristo que está cumprindo o que eu não posso fazer.

 3) Eu preciso me lembrar que o objetivo de criar meus filhos não é criar neles a minha própria imagem, mas me esforçar muito para que eles sejam conformados à imagem de Cristo. Meu objetivo não é clonar meus gostos, opiniões e hábitos nas minhas crianças. Eu não estou buscando a minha imagem neles, eu desejo ver a Cristo.

Nós não podemos pensar na criação de filhos sem olhar honestamente para o que nós, como pais, trazemos para o problema. Se nossos corações são governados pelo sucesso, pela apreciação dos outros e pelo controle excessivo, nós vamos involuntariamente querer que nossos filhos satisfaçam nossas expectativas em vez de ajudá-los em suas necessidades espirituais. Ao invés de ver os momentos de dificuldades como oportunidades que Deus nos oferece, iremos vê-los como frustrantes, decepcionantes e irritantes, e certamente iremos experimentar uma crescente raiva contra os nossos próprios filhos, os quais fomos chamados para auxiliar e ensinar.

Paul Tripp  é pastor, escritor e renomado conferencista internacional. Ele é casado com Luella, com quem tem quatro filhos adultos: Justin, Ethan, Nicole e Darnay.

* tradução: Rebecca Figueiredo

Visite: Mulheres Piedosas (fonte).

Guardai-vos dos Ídolos! | Josemar Bessa

Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno. Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Filhinhos, guardem-se dos ídolos.

(1 João 5:19-21)

Vivemos numa cultura de ídolos – Sexo, poder, posição, honra, romance… Ídolos são traficantes de escravos disfarçados como abolicionistas.

(Josemar Bessa)

Mapas Mentais – Cosmovisão | Nancy Pearcey

16460_819927411400282_5669633022734788435_nAfirmar que o cristianismo é a verdade sobre a realidade total significa dizer que é uma cosmovisão que envolve tudo. O termo significa, em seu sentido literal, visão do mundo, uma perspectiva biblicamente instruída sobre a totalidade da realidade. A cosmovisão é como um mapa mental que nos diz como navegar de modo eficaz no mundo. É a impressão da verdade objetiva de Deus em nossa vida interior.

Poderíamos dizer que cada um de nós tem um modelo do universo dentro da cabeça que nos diz como o mundo é e como viver nele. Um clássico sobre cosmovisões é o livro intitulado O Universo ao Lado, que sugere que todos temos um universo mental ou conceituai no qual “vivemos” — uma rede de princípios que explica as questões fundamentais da vida: Quem somos? De onde viemos? Qual é o propósito da vida? O autor do livro James Sire, convida os leitores a examinar muitas cosmovisões para entenderem o universo mental mantido pelas outras pessoas — as que vivem no “universo ao lado”.

Cosmovisão não é a mesma coisa que filosofia formal; caso contrário, só seria pertinente a filósofos profissionais. Até as pessoas comuns têm um conjunto de crenças sobre como a realidade funciona e como deveriam viver. Por termos sido feitos à imagem de Deus, todos buscamos dar sentido à vida. Certas crenças são conscientes, ao passo que outras são inconscientes, mas juntas formam um quadro mais ou menos consistente da realidade. Os seres humanos “são incapazes de manter opiniões puramente arbitrárias ou tomar decisões sem quaisquer princípios”, escreve Al Wolters num livro sobre cosmovisão. Porque somos por natureza seres racionais e responsáveis, sentimos que “precisamos de algum credo pelo qual viver, algum mapa pelo qual traçar nosso curso”.10

A noção de que precisamos de tal “mapa” surge, em primeiro lugar, da visão bíblica da natureza humana. Os marxistas afirmam que, no final das contas, o comportamento humano é moldado pelas circunstâncias econômicas; os freudianos atribuem tudo a instintos sexuais reprimidos; e os psicólogos comportamentais encaram os seres humanos pela ótica de mecanismos de estímulo-resposta. Todavia, a Bíblia ensina que o fator dominante nas escolhas que fazemos é nossa crença suprema ou compromisso religioso. Nossa vida é talhada pelo “deus” que adoramos — quer o Deus da Bíblia quer outra deidade substituta.

O termo cosmovisão é tradução da palavra alemã Weltanschauung, que significa “modo de olhar o mundo” (welt, “mundo”; schauen, “olhar”). O romantismo alemão desenvolveu a ideia de que as culturas são conjuntos complexos nos quais certa perspectiva sobre a vida, ou o “espírito” da época, é expressa pelo painel da própria vida — na arte, literatura e instituições sociais, bem como na filosofia formal. O melhor modo de entender os produtos de qualquer cultura é entender a cosmovisão subjacente que se expressa. No entanto, a cultura muda ao longo do curso da história, e, assim, o uso original do termo cosmovisão denotou relativismo.

Mais tarde, a palavra foi apresentada nos círculos cristãos por pensadores holandeses neocalvinistas, como Abraham Kuyper e Herman Dooyeweerd. Eles argumentavam que os cristãos não podem se opor aos princípios da época em que vivem, a menos que desenvolvam uma cosmovisão bíblica de igual modo abrangente — uma perspectiva sobre a vida que dê origem a formas de cultura distintamente cristãs —, com a qualificação importante de que não seja a mera crença relativística de uma cultura em particular, mas que esteja baseada na própria Palavra de Deus, a verdade para todas as épocas e lugares.”

O pensamento da genuína cosmovisão é muito mais que estratégia mental ou nova informação nos acontecimentos atuais. Em seu cerne, é um aprofundamento de nosso caráter espiritual e do caráter de nossa vida. Começa com a submissão de nossa mente ao Senhor do universo — a disposição voluntária de sermos ensinados por Ele. A força motriz dos estudos da cosmovisão tem de ser um compromisso a: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento…” (Lc 10.27)

        É por isso que a condição crucial para o crescimento intelectual é o crescimento espiritual, pedindo a Deus a graça de levar “cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). Deus não é apenas o Salvador de almas, é também o Senhor da criação. Um modo de reconhecermos seu senhorio é interpretar todo aspecto da criação, levando em conta a verdade divina. A Palavra de Deus torna-se os óculos que oferecem nova perspectiva sobre todos os nossos pensamentos e ações.

        Como ocorre com cada aspecto da santificação, a renovação da mente é dolorosa e difícil. Requer trabalho duro e disciplina, inspirado por um amor sacrifical a Cristo e um desejo ardente de edificar o seu Corpo, a Igreja. Para termos a mente de Cristo, devemos estar dispostos a sermos crucificados com Ele, indo aonde quer que nos conduza — a qualquer preço. “Pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14.22). À medida que nos submetemos ao refinamento no fogo do sofrimento, nossos desejos são purificados e acabamos desejando nada mais que curvar toda fibra de nosso ser, inclusive nossas faculdades mentais, para cumprir a Oração do Senhor: “Venha o teu Reino”. Ansiamos por entregar todos os nossos talentos e dons aos seus pés a fim de promover os seus propósitos no mundo. Desenvolver uma cosmovisão cristã significa submeter nosso “eu” a Deus, em ato de devoção e serviço a Ele.

 Nancy Pearcey – Verdade Absoluta – Ed. CPAD